Lugano avalia trabalho de Ceni: “Faltou na aula de encantador de serpentes”

A polêmica envolvendo o meia Cícero e o treinador Rogério Ceni foi esclarecida nesta quarta-feira, porém, o técnico são-paulino segue em pauta no São Paulo. Em meio à péssima fase do time na atual temporada, Lugano comentou sobre o trabalho que está sendo realizado pelo ex-goleiro e se mostrou ciente da necessidade do clube voltar a conquistar títulos. Apostando no sucesso de seu ex-companheiro agora na beira dos gramados, o zagueiro uruguaio, no entanto, crê que ele faltou na aula mais importante para se tornar treinador: a de encantar serpentes.

Lugano deixou claro que o elenco tricolor está fechado com Rogério Ceni, apesar do momento ruim (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Lugano deixou claro que o elenco tricolor está fechado com Rogério Ceni, apesar do momento ruim (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Lugano já havia utilizado o termo para comentar sobre o trabalho do técnico Tite na Seleção Brasileira. O jogador são-paulino usou a metáfora para apontar que o treinador invicto com o time canarinho na verdade não era tão superior em relação ao seu antecessor Dunga, mas tinha um diferencial, que era o de conseguir se tornar unanimidade pela crítica.

“Todo mundo aqui sabe, valoriza o Rogério, sua metodologia de trabalha moderna, dinâmica e exigente com os jogadores. O mesmo que ele era como atleta ele é como treinador. No vestiário os jogadores valorizam o treinador que vem publicamente proteger seus atletas. A imprensa condena o treinador que publicamente defende seus atletas e valoriza quem leva fatos a público. Falei para ele que ele faltou na aula mais importante de um treinador, que é a de ser encantador de serpentes. Essa parte ele deveria fazer melhor”, disparou Lugano.

Apesar de ser apontado como um dos principais culpados do mau momento são-paulino nesta temporada, principalmente pelo fato de ter tido 17 dias livres para treinar antes da eliminação para o Defensa y Justicia na Copa Sul-Americana, Rogério Ceni parece contar, ao menos, com o apoio de um dos líderes do elenco. Lugano reconhece que o treinador tem costas largas suficientes para segurar a pressão, porém, crê que se as coisas não saem bem, é preciso que a responsabilidade seja compartilhada com os jogadores.

“Acho que a figura dele para o futebol brasileiro, para essa indústria, faz muito bem, porque a torcida adora ele, é uma personalidade forte, amado e odiado. Tem muita gente esperando que ele tenha êxito e outras esperando que ele fracasse. Ele é uma figura não só do futebol brasileiro, mas do futebol mundial. No caso dos jogadores, a figura dele ajuda, porque absorve toda a pressão. Quando Maradona assumiu a pressão da Argentina ter ficado fora de uma Copa do Mundo, isso fez com que os reflexos da situação diminuíssem para o elenco”, comentou o zagueiro uruguaio.

“O treinador pode ser o melhor do mundo, mas se os jogadores não corresponderem em campo, de nada adianta. O futebol se resolve lá dentro [campo, em 90 minutos. O time treina sério, é profissional para caramba, mas na hora decisiva está faltando alguma coisa, o mental, o emocional. O grupo tem autocrítica, precisamos mudar para começar a conquistar resultados positivos”, concluiu Lugano.

*Especial para a Gazeta Esportiva

Fonte – Gazeta Esportiva

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