Lauthenay Perdigão

Reforma no Museu dos Esportes

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O Museu dos Esportes continua fechado para uma reforma.

Ainda não há previsão para o termino dos trabalhos.

Ademir

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Na noite de 25 de junho de 1975 terminava a mais longa caminhada de onze anos por gramados alagoanos com a mesma camisa chega ao seu final. O espetáculo ia terminar. Era o último ato. Aos dez minutos do jogo CRB x Flamengo, o juiz interrompeu a partida. Ademir foi até a lateral do campo e começou sua volta olímpica. Poucas vezes um jogador foi tão aplaudido por uma torcida. Em meio ao festival de palmas, ele deixava o futebol.

Ao completar a volta olímpica a emoção era grande. Embora seu semblante não mostrasse tristeza, temos certeza, que seu coração estava chorando. O grande Ademir, a partir daquele momento passava a ser apenas o cidadão Ademir Pedro de Araújo, funcionário da Petrobrás. Naquela noite estava dando um drible espetacular em seu futebol de onze anos.

Com a mão erguida dava seu último adeus a torcida alagoana. As lagrimas significam joias sentimentais que despencam sua tristeza em abandonar o esporte que o consagrou como um dos ídolos do CRB.

Ademir chorava ao agradecer as homenagens que recebia. Moço simples, humilde, um Ademir abandonava o futebol.excelente profissional,

CSA - Um clube criado para o povo

Thiago Davino - Minuto Esportes Cb65718c 911f 4e61 b57b 69776121d6e4 CSA

O Centro Sportivo Alagoano é a alegria de um povo, festa permanente daqueles que estão sempre nos jogos do seu time com bandeiras nas mãos. Bandeiras azulinas que são agitadas nos dias de vitórias. Fundado em 1913, já começava a conquistar a simpatia e se tornando o clube das multidões. Por sua origem humilde, o CSA adotou a garra como predicado maior para lutar pelos títulos.

Todas os campeonatos históricos do CSA foram conquistados com a raça que a camisa lhe inspira e o apoio da sua torcida que só deixa o Estádio após o apito final do árbitro. Sua história é longa, suas vitórias incontáveis, seus títulos inúmeros, suas emoções se acumulam. E , nessa história, os dirigentes passam, os jogadores mudam, a torcida se renova e o clube permanece forte e unido.

Com o passar dos anos, o Centro Sportivo Alagoano se tornou o mais laureado dos clubes alagoanos. Além dos títulos regionais, os azulinos foram três vezes vice-campeão brasileiro da Taça de Prata e outro vice internacional da Copa Comembol. Hoje, a sombra do vice acabou. O CSA é campeão brasileiro da Série C. Que 2018 seja de maiores glórias. Que mantenha coesa a família azulina. Que se ilumine cada vez mais a estrada a ser percorrida pelo clube. Que os atletas redobrem seu espírito de luta e a torcida, tão decantada, se faça presente com maior força aos jogos do azulão.

Hoje, não podemos esquecer aqueles que deram o primeiro passo para que o Centro Sportivo Alagoano se tornasse o clube do povo, seus fundadores: Jonas de Oliveira, Osório Gatto, Entíquio Gomes Filho, Antenor Barbosa Reis, Francisco Rocha Cavalcante, Arestides Ataíde de Oliveira e Vicente Grossi.

Ontem, depois de uma conquista histórica, Alagoas se vestiu de azul.

Interventor obriga CSA enfrentar CRB

5c42567a 4e3c 4c32 bf1a 268d43089e2c Mário Lima

Em 1941 aconteceu um fato interessante envolvendo os tradicionais clubes da cidade. Um caso que mostra como era a rivalidade entre CSA e CRB. O clube azulino tinha sido campeão no ano anterior e o clube da pajuçara contratou alguns jogadores de outros Estados para reforçar sua equipe. O Interventor de Alagoas, Ismar de Goes Monteiro, achou que um jogo entre azulinos e alvi rubros, poderia arrecadar fundos para a campanha de ajuda aos leprosos. Em principio, o presidente do CSA, Paulo Pedrosa não aceitou participar do jogo. Achava que, naquele momento, o CRB estava muito melhor pelas contratações que havia feito. Dizia que o CRB queria vencer o campeão de qualquer maneira. Mesmo assim, aceitou comparecer ao Palácio dos Martírios para conversar com Interventor Góes Monteiro e o presidente do CRB Rui Palmeira. Devido as pressões recebidas pelo Interventor, e os conselhos de amigos, Paulo Pedrosa aceitou o desafio, mesmo contra sua vontade. Quando Rui Palmeira indicou para apitar a partida o tenente Hugo, o CSA  não aceitou. Para os azulinos, Hugo era torcedor do CRB e, deste jeito não tinha graça. A situação somente ficou calma  quando indicaram o major Mário Lima para apitar a partida.
 
O jogo foi realizado no mutange. O CRB estava estreando Miguel Rosas, Lisboa e Luiz Hamilton. No final. a grande supressa da tarde. Vitória do CSA por 3xO. O jogo foi realizado no dia 12 de outubro de 1941. Os gols do CSA foram de Pedrinho. Emiliano e Toscano. O juiz foi Mario Lima e o azulino ganhou com Palito. Raul e Nhô. Paurilio. Prazeres e Rui Craveiro. Clywton. Emiliano. Pedrinho. Sales(Toscano) e Murilo. O CRB perdeu com Lisboa (Periquito). Osvaldo e Miguel Rosas. Ventania. Gabino e Luiz Hamilton. Cão. Ramalho. Arlindo. Duda e Luiz Quirino.

O Clássico que não houve. CRB não compareceu

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No dia 18 de dezembro de 1966, estava programado pela tabela do campeonato alagoano, o jogo entre CSA e CRB, que jogariam pelo terceiro turno. O departamento de árbitros da Federação Alagoana de Desportos era autônomo, e seu diretor, chamava-se Moisés Silva. Para um grande jogo um grande arbitro. Para o melhor jogo da cidade, o melhor arbitro do campeonato: Manoel Amaro. E Moisés Silva o indicou para apitar o clássico.

 

Acontece que o Clube de Regatas Brasil não pensava assim. Não aceitou a indicação. Brigou, reclamou, tentou até, a vinda do arbitro Armando Marques. Depois de esgotados todos os recursos para tirar Manoel Amaro do clássico, dirigentes do CRB ameaçaram não comparecer ao campo para jogar com o CSA.

 

No domingo pela manhã, um carro-propaganda saiu pelas ruas da cidade, e circulando pelas praias, solicitava aos torcedores do CRB que não fossem a pajuçara, já que o time não entraria em campo para o jogo programado. Na realidade, o clube da pajuçara não compareceu ao campo, satisfazendo os desejos de alguns dirigentes que não pensaram nas glórias do clube, que não acreditaram na sua grande torcida, e principalmente, em seu time que se sentia derrotado antes mesmo do jogo ser iniciado. Os atletas queriam jogar mostrar que podia vencer mesmo com Manoel Amaro no apito. Lamentavelmente, a lógica dos dirigentes venceu. O publico compareceu e foi prejudicado porque não houve o jogo.

 

No horário previsto pela Federação, o arbitro Manoel Amaro entrou em campo e aguardou a presença das equipes. O time do CSA também compareceu. Manoel Amaro esperou o tempo regulamentar que a lei determinava, mandou o CSA dar a saída simbolicamente para ganhar por WxO. Tudo foi anotado na sumula que seguiu para julgamento no TJD da Federação. O interessante nisso tudo, é que os dirigentes do CRB ainda tentaram anular a partida. Mas, como anular a partida que não houve. Na realidade, e não poderia ser outra a decisão do TJD, o CRB perdeu os pontos daquele clássico

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