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No dia 18 de dezembro de 1966, estava programado pela tabela do campeonato alagoano, o jogo entre CSA e CRB, que jogariam pelo terceiro turno. O departamento de árbitros da Federação Alagoana de Desportos era autônomo, e seu diretor, chamava-se Moisés Silva. Para um grande jogo um grande arbitro. Para o melhor jogo da cidade, o melhor arbitro do campeonato: Manoel Amaro. E Moisés Silva o indicou para apitar o clássico.

 

Acontece que o Clube de Regatas Brasil não pensava assim. Não aceitou a indicação. Brigou, reclamou, tentou até, a vinda do arbitro Armando Marques. Depois de esgotados todos os recursos para tirar Manoel Amaro do clássico, dirigentes do CRB ameaçaram não comparecer ao campo para jogar com o CSA.

 

No domingo pela manhã, um carro-propaganda saiu pelas ruas da cidade, e circulando pelas praias, solicitava aos torcedores do CRB que não fossem a pajuçara, já que o time não entraria em campo para o jogo programado. Na realidade, o clube da pajuçara não compareceu ao campo, satisfazendo os desejos de alguns dirigentes que não pensaram nas glórias do clube, que não acreditaram na sua grande torcida, e principalmente, em seu time que se sentia derrotado antes mesmo do jogo ser iniciado. Os atletas queriam jogar mostrar que podia vencer mesmo com Manoel Amaro no apito. Lamentavelmente, a lógica dos dirigentes venceu. O publico compareceu e foi prejudicado porque não houve o jogo.

 

No horário previsto pela Federação, o arbitro Manoel Amaro entrou em campo e aguardou a presença das equipes. O time do CSA também compareceu. Manoel Amaro esperou o tempo regulamentar que a lei determinava, mandou o CSA dar a saída simbolicamente para ganhar por WxO. Tudo foi anotado na sumula que seguiu para julgamento no TJD da Federação. O interessante nisso tudo, é que os dirigentes do CRB ainda tentaram anular a partida. Mas, como anular a partida que não houve. Na realidade, e não poderia ser outra a decisão do TJD, o CRB perdeu os pontos daquele clássico