A violência parece a Alemanha. Vamos virar esse jogo.

Aguenta firme, futebol. Quem gosta de você ainda sente entusiamo em vestir a camisa de seu time do coração e torcer. Ainda não nos impediram os vestir a camisa que representa nossa paixão por um time de futebol. E se assim fizerem, não poderão nos impedir de gritar. Só você tem sido punido, meu caro amigo. Só você.
Não podemos empunhar uma bandeira, ter uma bateria dando a batida para a arquibancada pulsar e nem ficar embaixo de uma bandeirão. Enquanto isso os violentos continuam passeando livre com sua selvageria. Continuam cantando que vão bater e vão matar. A impunidade faz com que eles continuem atacando. Trocaram a punição por balas de borracha. E balas de borracha não metem medo em que é fascinado por violência. É sinal da guerra que eles estão dispostos a participar.
Agora querem que nosso clássico seja com apenas um dos lados presente no estádio. Querem tirar o azul ou vermelho. Que tristeza apenas o azul ou vermelho, só uma torcida gritando por seu time. E se for um final e o campeão não tiver torcida, como fica a volta olímpica? Amigo, Mais uma vez querem lhe punir.
Eles não vão vencer. Os violentos lutam e a gente do outro lado canta e vibra. É assim que você vai sobrevivendo a esse jogo que a violência está vencendo e parece a Alemanha. Vamos virar esse jogo. Somos torcedores de futebol. Parte importante da mais empolgante invenção humana. E assim como fazemos com nossos times, vamos continuar com você. Vamos vencer!

O que é lindo na Inglaterra é feio no Brasil.

Fim de semana de Copa da Inglaterra, a mais tradicional competição do futebol inglês. Até times da quinta divisão participam da competição. Inglaterra que tem duas Copas além da Liga. Com cinco clubes jogando competições europeias, o calendário dos clubes ingleses fica apertado.

Nenhuma voz se levanta contra a tradicional Copa. Ela é exaltada, principalmente na ESPN Brasil. A mesma TV que muitos dos profissionais clamam pelo fim dos tradicionais estaduais e justamente a que mais elogia a competição inglesa.

Gosto dos estaduais. Faz parte da tradição do nosso futebol. Nossas maiores rivalidades são estaduais. As competições precisam passar uma por mudança para ser atrativas. O fim delas significa negar a importância dos estaduais na construção do futebol mais vezes campeão do mundo.

Sem bandeiras o futebol perde um pouco do seu brilho.

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Sem bandeiras, sem a bateria dando a batida dos cantos. Esta é uma das formas que encontram para diminuir a violência nos estádio. Resolveram deixar o futebol menos empolgante. Os marginais seguem atuando dentro e fora dos estádios. A violência vem vencendo a festa. No país das proibições, o futebol sofre. As arquibancadas perderam seu brilho sem as bandeiras e não cantam na batida certa. E isto significa muito para quem gosta de viver o futebol nas arquibancadas. As medidas contra a violência são necessárias. Só não podem punir o futebol.

 

Copa FIFA cada vez menos esportiva

A decisão da FIFA de aumentar o número de participantes na Copa de 2026 é política. A entidade não é diferente das outras federações. O argumento é bonito. Fala em democratizar o futebol e desenvolver o esporte em países considerados pequenos. Faz o oposto. As eliminatórias já cumprem o papel de democratizar a Copa. A própria entidade considera com uma etapa preliminar do mundial. Com as eliminatórias menos competitivas, os países considerados pequenos podem ganhar a vaga pela facilidade e não pelo pelo esforço de superar seleções mais fortes.

O torneio vai sofrer muito com a mudança. A seleção que folgar na primeira rodada só vai jogar depois muitos dias do inicio da competição. Com três times em cada grupo, o risco de jogos de faz de conta na última rodada aumenta. É política a determinação e não esportiva. A Copa do Mundo e o futebol perderam.

Marinho é jogador de futebol

Já tá na hora de deixar de lado as entrevistas engraças de Marinho e começar a observar o cara como jogador de futebol. Foi bem no Ceará, mal em um Cruzeiro que ninguém foi bem e agora disputa uma vaga na seleção do campeonato jogando muito bem por um time ameaçado de rebaixamento, o Vitória.
Sem exageros de dizer que ele é seleção, apenas ser primeiro reconhecido como jogador e depois como um jogador folclórico. É bom jogador e deve receber mais uma chance em um clube de ponta em pouco tempo. Terá mais uma chance de provar que é muito mais do que o cara da entrevista engraçada.

 

Leonardo e o futebol.

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No último sábado, 24 de setembro, foi o dia de Leonardo realizar um sonho e fazer o futebol respirar. Entrou em com o CRB e ficou impressionado com a torcida cantando para alvirrubro. Até aquele dia ele só foi torcedor na arquibancada. Agora ele viu e sentiu a atmosfera que ajuda a produzir para os jogadores do seu time. Falou para a Mãe que seu coração batia forte. O futebol conquistou de vez o coração do pequeno torcedor.

Quando uma criança se emociona com o futebol, o esporte mais querido dos brasileiros respira. A criança é a esperança para que qualquer coisa sobreviva. E se o futebol ainda consegue cativar os pequenos, isto significa que ainda vive e pode sobressair aos atos violentos de alguns estúpidos torcedores.

Agora ele não fala de outra coisa que não seja o dia que realizou o sonho de entrar em campo com o seu time de coração. Dificilmente alguém conseguirá tirar do futebol do Léo. Para que isto se confirme, não podemos mais aceitar que o futebol seja visto como o local de violência. O futebol é o esporte da bola da rede, do grito de torcida e da criança encantada.

Começou bem. Mas, vamos com calma.

Depois de muito tempo sentimos prazer com a seleção brasileira de futebol. A última vez foi na final da Copa das Confederações, quando o time arrasou a Espanha por 3×0, no Maracanã. Uma ilusão que foi apagada com vergonhoso e histórico 7X1. No segundo jogo com Tite no comando, mais uma vitória e mais uma boa partida. Precisamos ter calma na análise. Ainda estamos longe do que representa a vitoriosa história da seleção canarinho.

 

Antes de entrar na euforia e pensar que “o campeão voltou”, é prudente lembrar que a comparação é feita com o time 7×1 e desorganizado time de Dunga. Qualquer evolução será melhor que antes. Não tira os méritos de Tite e o reconhecimento do melhor futebol e organização do time, mas exige calma. Nosso parâmetro não pode baixar. O futebol brasileiro precisa ser resgatado e qualquer instante de euforia pode esconder a realidade. Antes das Copas de 2010 e 2014 o Brasil venceu a Copa das Confederações e escondeu as limitações. O resultado foi uma eliminação nas quartas em 2010 e um vexame em 2014.

 

Tite é nosso melhor treinador e tem toda condição de recuperar tecnicamente a seleção brasileira. Nos dois jogos, mesmo com poucos treinos, apresentou um time compacto e aproveitou as virtudes de seus atletas. Conseguiu fazer com que fosse esquecido a polêmica convocação de amigos do Treinador. Levou um time dos jogadores que ele confia e deu certo. Começou a caminhada e aumentou a esperança por dias melhores. Mas, vamos com calma. Os últimos grandes momentos da seleção foram ilusões para futuros vexames.

O CSA voltando ao seu lugar

 

Depois de anos de sofrimento e dúvidas sobre o futebol do Centro Sportivo Alagoano, a torcida azulina volta a comemorar mais uma grande conquista. O CSA se despediu da série C e consegue finalmente firmar um calendário sem precisar do campeonato alagoano como classificatório. Volta a poder planejar um ano por inteiro. Volta ao seu lugar de importância no futebol brasileiro.

Em um ano de recuperação, mesmo com destaques dentro de campo, a torcida foi o grande craque. É o que acontece com os grandes. Quando precisa sair do buraco a torcida vai junto. Agora disputa o título da série D. Vai tentar o pioneirismo de um time alagoano em ganhar um campeonato nacional. Tem total condições para a conquista. No entanto, mesmo importante, já conseguiu fazer um grande ano. 2016 pode ser o ano do renascimento do CSA.

Eles esqueceram(?) que não gostamos de esportes.

Se tivesse direito de voto, não aceitaria o Brasil como local para realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Primeiro por saber que tomariam conta da organização e execução das obras os mesmos que não sabem tomar contar do país. Depois por saber que vamos repetir o que aconteceu com os Jogos Panamericamos e Copa do Mundo de Futebol e o legado esportivo será mínimo. Perdemos a grande oportunidade de sair da monocultura esportiva e começar a virar uma país esportivo. Tenho fé que vamos repetir Panemricano e a Copa apenas em uma condição. O esporte vai prevalecer do primeiro ao último dia de competições. Um alento, mas é pouco.

Quem trabalhou para trazer a mais importante competição esportiva para o Brasil esqueceu ou não se importou com o fato que somos um povo que não aprendeu a gostar de esportes. Gostamos apenas de futebol, sobretudo do nosso time. Nunca foi de interesse de autoridades a promoção de esportes que não seja o futebol e muito menos a criação de uma política esportiva. Os discursos são os mesmos que utilizaram antes das duas outras importantes competições. Palavras ao vento e com menos credibilidade. A cobrança é maior por se tratar de uma competição que infelizmente não comove tanto quanto uma Copa do Mundo.

Como esporte que gostamos não é atrativo durante os jogos olímpicos e entendemos muito pouco dos outros esportes, a organização vem sendo mais observada. Durante a competição o esporte prevalece, as marcas serão mais importantes, mas não chama tanta atenção quanto a bola na rede em uma Copa. Os atletas brasileiros deverão conseguir várias medalhas, mas também será relevante se a gente sair da competição cobrando maior responsabilidade de quem dirige o país e o esporte o brasileiro. Este seria nosso grande legado.

A nova seleção já começa velha

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Não crie a esperança que os gestores da CBF passaram a se preocupar com o futebol e escolheram o novo treinador pelo critério técnico. Ao contrário do que aconteceu depois 7×1, a lama da CBF está escancarada e não existe melhor escudo que Tite, o preferido da opinião pública. Eles estão repetindo o que fazia Ricardo Teixeira. Eles escolhia alguém que torcida e imprensa queria. Era o escudo e a possibilidade de uma seleção jogando bem.

Dentro de campo, Tite deve melhorar o jogo da seleção brasileira. Tem competência para isso. O problema é que pega uma terra mais arrasada do que a recebida por Dunga depois da humilhação na Copa. Não tem nada o que se aproveitar do time de Dunga. Até Neymar, o único fora de série, tem sido o problema. Entre declarações e atitudes dentro de campo, o craque tem sido um cabeça de bagre.

Tite vai assumir com a responsabilidade de vencer a Copa. O projeto é sempre este. Se perder cai fora, vamos culpá-lo e procurar uma nova solução. Dunga era um problema pela falta de competência para treinar a seleção neste momento delicado, mas não era o maior deles. O problema maior é de mentalidade. E isto está na CBF, nas federações, nos clubes e até em nós, torcedores. O futebol brasileiro precisa ser estudado para ter uma solução. E não vai acontecer com essas pessoas.

Del Nero, o presidente da CBF, sabe que bons resultados vão fazer com a opinião esqueça que ele é investigado pelos problemas com corrupção da FIFA. Caso aceite, Tite sabe onde vai trabalhar. O desafio de recuperar a seleção brasileira é maior que qualquer coisa que ele possa conquistar no Corinthians. Não acredito que seja volta do futebol mágico, mas pode ser um retorno de um bom futebol e competitivo. Fora de campo ela continuará velha e nojenta. Só não sabemos o quanto isso vai continuar atrapalhando o jogo da seleção.

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