Seria a crise do MMA brasileiro?

O que vem acontecendo no MMA brasileiro mundo afora?

Mudança. Diante de dificuldades, os guerreiros do Cage buscam outras oportunidades em eventos fora do “roteiro” do UFC.

Diante disso, outros eventos vem surgindo como base internacional para os brasileiros. O Bellator é o que mais se aproxima disso, com lutas até mesmo melhores, empolgantes e com nível técnico superior do que a organização dos irmão Fertitta. Desde que foi comprado pela Viacom norte-americana, deu um enorme passo e ascenção com a transmissão pela TV inclusive com audiência significativa . Um evento pequeno com mediano orçamento e destaque para diversos brasileiros, como os irmãos Patricky e Patrício Pitbull além de Marcos ‘Loro’ Galvão e Dudu Dantas. Outro exemplo é o WSOF que desde 2012 vem criando oportunidades para brasileiros como Marlon Moraes. E por que não lembrar do ONE FC com Bibiano Fernandes entre outros eventos mundo afora?

A verdade é que o MMA brasileiro necessita urgentemente de uma reforma, uma limpeza em todos os sentidos.

O futuro do ‘Esporte’ para os brasileiros está aflito por isso…

UFC emite nota aos atletas sobre os “perigos” do RJ

A organização do UFC presidida pela Zuffa, emitiu nota sobre os “perigos” do Rio de Janeiro. Apesar de essa ser a sétima edição do UFC no Rio (UFC Rio 7), a localização do hotel do evento em uma área de elevada vulnerabilidade social, fez com que a organização emitisse uma nota sobre  essas condições aos atletas. Veja detalhes no texto abaixo sobre as ‘recomendações’.

Vista do local do Hotel contratado para hospedagem dos atletas

Vista do local do Hotel contratado para hospedagem dos atletas do UFC.

‘ A Zuffa está obrigando todos funcionários do UFC a não deixar o hotel, exceto para funções relacionadas ao evento, ou a menos que haja circunstâncias extremamente importantes. Você precisará da a aprovação de um supervisor e é necessário que ele saiba o seu paradeiro exato, precisamos saber onde estão os lutadores o tempo todo.

É importante ter em mente:

• Por causa da favela do Vidigal, é preciso ter extremo cuidado ao chegar e ao sair do Rio Sheraton. Não saia do hotel a pé, use as vans do UFC.
• Segurança extra será fornecida para o nosso grupo dentro do hotel e para as chegadas e partidas programadas, bem como sobre as vans e ônibus fretados do UFC.
• Nunca abra a porta do quarto do hotel até que você confirme quem está do outro lado através de seu olho mágico ou ligando para a recepção do hotel. Tranque as portas por dentro e você também pode utilizar uma cunha de borracha, que estará dentro do quarto do seu hotel para ajudar a prevenir uma entrada forçada. (Isso porque um pequeno hotel em Santa Teresa foi tomado por bandidos no mês passado, que foram de quarto em quarto com uma chave mestra e roubaram todos os hóspedes).
• Só carregue o que você precisa. Pouco dinheiro (local), Nada de joias, eletrônicos, câmera, etc .
• O risco de crime é maior à noite, mas pode ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite.
• Nunca resista aos criminosos, eles poderão não hesitar em usar a força. Resistir a um assalto normalmente gera uma lesão grave ou morte.
• Fique longe de todas as favelas (Empresas privadas oferecem passeios que não são seguros e devem ser evitados).
• Fique longe das praias a noite e de manhã cedo.
• Nunca saque dinheiro na rua.

Áreas para serem evitadas:

• Qualquer favela ou redondezas,
• Santa Teresa é muito divulgado para turistas, mas existe um alto nível de criminalidade na área.
• Lapa é conhecida pela sua vida noturna e boates, mas também tem a maior taxa de criminalidade e deve ser evitada.
• Evite sair marcando encontros em boates, no hotel ou em qualquer lugar. Você pode ser a isca para um ladrão. Existe uma alta incidência de AIDS entre as prostitutas e um número considerável também entre as menores de idade.
• Sempre fique de olho nos seus drinks.
• Leblon, Ipanema e Copacabana são os bairros mais seguros da cidade. ‘

ADAC, uma mudança que vem dos tatames.

Alunos da ADAC atentos aos ensinamentos dos professores.

Alunos da ADAC atentos aos ensinamentos dos professores.

A vida é uma luta diária. Cair e Levantar fazem parte do crescimento humano e transforma o cidadão para o mundo competitivo. Pensando nisso, um grupo de professores de Judô e Jiu-Jitsu, possibilita diariamente em Maceió nas proximidades do bairro Santa Amélia um belo projeto social que vem transformando a vida de crianças e adolescentes.

Segundo o professor de jiu-jitsu Gilvan Nunes Júnior, um dos responsáveis pelo projeto, projeto surgiu com uma mudança na vida de um renomado professor,  o Sensei Sérgio Bittencourt, que formou diversos faixas pretas ensinando na maioria das vezes de graça. “Ao vencer o câncer pela primeira vez mudou o que antes chamara Associação Dojo Sérgio Bittencourt para Associação Dojo Atletas de Cristo (ADAC), em forma de agradecimento.” Gilvan Júnior diz ainda, que para propagar a idéia de oportunizar aquilo que lhes foi repassado,  o professor Sérgio Bittencourt convidou seus alunos que viviam de Judô para abrirem um local onde todos iriam dedicar um momento diário para repassar os seus ensinamentos gratuitamente a uma comunidade humilde.

O professor Gilvan afirma que apesar de não viver diariamente dando aulas de Judô, não deixa de participar do projeto. “Tenho a arte marcial, o Jiu-Jitsu também como ganha pão e pratico Judô que ele me ensinava gratuitamente. Assim, entrei no projeto ensinando gratuitamente o  jiu-jitsu.”

Alguns alunos e professores de Judô e Jiu-Jitsu da ADAC.

Alguns alunos e professores de Judô e Jiu-Jitsu da ADAC.

A meta do projeto da ADAC é atender a região da Santa Lúcia e bairros vizinhos, com o Judô e o Jiu-Jitsu como instrumento modificador do ser humano  segundo os princípios cristãos e da filosofia das artes marciais.  O professor Gilvan diz que o projeto vive das doações. “Aceitamos doações e nós, professores é que temos o compromisso mensal e diário com o CT. Os alunos doam de acordo com suas condições. Além disso, temos professores que dão aulas em escolas publicas e privadas em Maceió que fazem parte da ADAC e podem levar seus alunos e convidados para o projeto.”

Quem quiser obter maiores informações sobre o projeto, basta entrar em contato com o professor Gilvan Nunes Júnior pelo telefone 8847-3166.

Um forte abraço a todos!

Mulher no Tatame!

Algumas das praticantes do Projeto Mulher no Tatame.

Algumas das praticantes do Projeto Mulher no Tatame.

Visando o crescimento do jiu-jitsu, um grupo de mulheres praticantes de Jiu-Jitsu unem-se frequentemente nos tatames de Alagoas. Com um treino aberto, elas fazem alongamento, aquecimento coletivo seguido da luta de solo.

De acordo com  Laiany Melo, uma das organizadoras do projeto, os treinos não possuem caráter competitivo, existe sim a troca de  experiências e vivências no tatame. “Sem contar na amizade que vamos criando ao longo dos treinos. Já conseguimos reunir em torno de trinta meninas em um treino”, ressalta.

Laiany Melo e Sibele Lima.

Laiany Melo com a professora Sibele Lima.

Em trajetórias de competições, Laiany ficou sabendo da idéia em outro estado. “Em 2012 fui a um campeonato feminino em Recife. Conheci Amanda Carvalho que tinha esse projeto na cidade. Hoje  ela segue com a idéia do projeto em Fortaleza. A partir  disso, ano passado consegui realizar o primeiro aqui em Alagoas e esse será o sétimo encontro do ano”.

Nas edições anteriores, os treinos foram realizados na Associação Dojo Atletas de Cristo (ADAC), Academia Adois Fight, Academia Sandro Melo no Benedito Bentes, Top Tênis e Sandro Melo de São Miguel dos Campos. Para fechar o ano, o treino será realizado neste sábado, dia 27 às 10h, na sede da Federação de Jiu-Jitsu Esportivo/Tradicional (FJETAL), espaço destinado pelo presidente da entidade, professor Diojone Farias.

O grande detalhe do projeto é a união em prol do esporte. “Somos unidas. A  cada treino alguém consegue um local diferente pra fazer essa junção independente de equipe”, finaliza Laiany.

 

De onde vem os baixinhos campeões do MMA?

capa

Os campeões das categorias de peso inferiores no MMA vem do Norte e o Nordeste.

O que dizer? Jussier Formiga, Iuri Marajó, Renan Barão, José Aldo no UFC além de Eduardo Dantas, Marcos Galvão, Patricio Pitbull e o leve Patrick Pitbull são exemplos disso. Mas a pergunta: a que se deve isso?

Muito pode se atribuir. O que parece mais sensato a meu ver seria o perfil antropométrico dos atletas das regiões Norte e Nordeste. A altura, peso e envergadura são dados de fundamental importância para que tenhamos uma referência desses atletas nessas categorias de peso baixo das organizações. Lógico que a condição técnica e tática também são de fundamental importância, mas a estrutura corporal pode ser determinante em outros Esportes bem como no MMA. As avaliações por categoria podem criar valores de referência. A diferença entre o sucesso e o fracasso está diretamente aos resultados obtidos com a avaliação bem como a interpretação dos resultados. Sendo assim, essas características dos atletas por categoria servem como parâmetro.

Identificar os perfis antropométricos é de fundamental importância, bem como as condições técnicas e táticas. Por isso, sugere-se que sejam investigados esses perfis para que possamos chegar a uma possibilidade interessante: detectar campeões.

Oss.

Boxe! A Nobre Arte em discussão…

Como disse anteriormente, este é um espaço democrático e imparcial. Pensando nisso, irei “convocar” periodicamente aqueles que mantém viva as origens das Modalidades Esportivas de Combate. Exemplo disso, é o professor Anselmo Silva, professor de Educação Física, Especialista em Treinamento Desportivo com ampla vivência seja como atleta e como técnico de Boxe e Kickboxing. Com vocês, as sábias palavras críticas e cheias de verdade a respeito da Nobre Arte, o Boxe. Seguem as palavras do grande professor Anselmo Silva.

Professor Anselmo Silva

 “Eu vivi o Boxe nos anos 80/90, os considero como sendo os anos dourados. Eu não entendia como alguém em sã consciência, poderia dizer que as lutas de lendas vivas daquela época como: Sugar Ray Leonard, Thomas Heans, Marvim Hagle e Roberto Duran, Julio César Chaves eram chatas, ou até mesmo monótonas.

Agora em 2014, eu penso o mesmo das atuais lutas. Nos anos 80, quem falava isto eram pessoas mais velhas, que viram lutas dos anos 40, 50, 60 e 70, hoje dou razão a estas pessoas. Quando eu era iniciante admirava e ainda admiro os boxeadores já citados, só que estas pessoas viram lutas de outras lendas tais como: Muhammad Ali, Joe Frazie, Joe Luis, Sugar Ray Robinson entre outros, e realmente o boxe era diferente.

O boxe era o verdadeiro boxe, povoado dos melhores ‘pugilistas’ que o mundo já teve oportunidade de ver e acompanhar. Época em que só existia uma e logo depois duas grandes entidades que regiam o boxe no mundo. Todos os lutadores que almejavam o título mundial teriam que lutar de verdade, lutar contra os melhores, era um único e verdadeiro funil e só os campeões, de fato e de direito, conseguiam passar por ele.

Hoje existe uma verdadeira sopa de letrinhas de entidades, que outorgam títulos para quem quiser ou tiver vontade de ter. Antes o campeão dos pesos pesados era o homem mais poderoso do mundo, tanto o é que foi lançado em 1979 um gibi, onde o super-homem enfrentava nada mais nada menos que Muhammad Ali.

A existência de tantas entidades é fruto da pura ganância por dinheiro, pois sendo assim ocorreriam mais lutas por títulos mundiais e conseqüentemente, mais lutas por unificações de títulos, entre essas diversas entidades (puro comércio). O que aconteceu foi o descrédito do boxe em nível mundial, e conseqüentemente a diminuição do número de espectadores e de patrocinadores – fruto de lutas arrumadas, péssimas e de lutadores igualmente classificados.

Professor Anselmo Silva e Paulo Mendes por Bruna Santo Fotografias

Será que o advento das melhorias em equipamentos e treinamento influenciou esta queda de qualidade, quando deveria ter melhorado, equipamentos melhores, melhores treinamentos desportivos tudo isso leva a crer que os lutadores deveriam ser melhores dos que os de outrora.

Bem, uma luva de 10 onças (oz) pesa 284 gramas aproximadamente, isso em 1940 ou hoje, a única diferença são os materiais empregados em sua confecção, antes as luvas eram confeccionadas em couro, recheadas de clina de cavalos, hoje o couro é sintético e o recheio é de espuma injetada de alta densidade, teóricamente os competidores de hoje tem uma melhor proteção, já que a clina de cavalo no recheio das luvas com o decorrer dos rounds se deformava, deixando muitas vezes a área de impacto da mão com menor proteção do que o recomendado, ou seja, era quase mão nua no rosto do oponente.

E nós fomos presenteados nesta época com verdadeiras batalhas, onde se subia ao ringue com o objetivo de vencer a luta de forma incontestável através do nocaute (Knockout = KO), hoje acredito que o indivíduos subam apenas para vencer, com a regra embaixo do braço, e o mesmo nem chegam a transpirar, exemplo mais recente foi a luta revanche entre o americano Floyd Mayweather e o argentino Marcos Maidana, os espectadores da minha geração e das anteriores sentiram sono ao ponto de ninguém conseguir assistir até o fim de tão monótono que foi, que me perdoem as opiniões em contrário, acredito que isso não aconteceria em uma luta onde se apresenta-se Sugar Ray Robinson e Cia Ltda, ficávamos a madrugada em alerta, vendo a pura arte de esgrimar com os punhos, hoje… Os atletas saem após 12 rounds sem estarem sem uma marca no rosto(e pensar que acabaram de LUTAR 12 rounds), realmente a tecnologia deve ter feito alguma coisa que eu ainda não percebi.

Israel vazquez vs Rafael Marquez III – 2008 O antes e o depois

Por este motivo é que sou saudoso, e digo sem restrições, que saudade de uma boa PELEJA! (Termo utilizado por treinadores de boxe de língua espanhola para diferenciar luta, peleja seria uma batalha no ringue) . Quando me perguntam o que mudou eu costumo responder que não foi a tecnologia, o que mudou foi o homem que deve está mais civilizado, só que no fundo eu acho é que esta faltando, aquele negócio que é chamado de coragem, ou seja, como os latinos dizem falta CULHORES mesmo.”

Setembro é o mês do MMA em Alagoas.

Alagoas será o berço do MMA em Setembro. Dois eventos movimentam o estado. O Coliseu Extreme Fight que será realizado em Arapiraca e o Maceió Fight Championship (MFC), na capital Maceió.

O Coliseu Extreme Fight traz em seu card  11 lutas. O evento terá pesagem oficial para o dia 5 de setembro no Arapiraca Garden Shopping. As lutas ocorrerão no Ginásio Municipal João Paulo II, no dia 6 de setembro.

Já o MFC, em sua 17ª edição, também traz em seu card  11 lutas, sendo 4 de Muay Thai e 7 de MMA.  A pesagem está marcada para às 12h do dia 12 de setembro na Academia Maxform. As lutas ocorrerão no Clube Fênix, no dia 13 de setembro a partir das 19h.

Segue abaixo o card dos dois eventos.

 

MACEIÓ FIGHT CHAMPIONSHIP – MFC

Dia 13 de setembro, no Clube Fênix, em Maceió, a partir das 19h.

Pesagem: Academia Maxform, dia 12 de setembro às 12h.

 

Lutas de Muay Thai

Henrique Oliveira (Adois Fight/Muay Thai) Vs Rondenelly Santos (Titãs /São Miguel/AL) na categoria até 60kg

Lucas Luz (Tiger Fight/AL) Vs Rodrigo Oliveira (Shock Fight Team/AL) – até 63 kg

Tiago Korea (Adois Fight/Muay Thai) Vs Galdênio (Titãs/Maceió) – até 72 kg

Edgar Santos (Falcon Team) Vs Danilo Stivador (Shock Fight Team) – até 70 kg

Lutas de MMA

Anderson Melo (MCM/AL) Vs Júnior Myagui (Shock Fight/Jr. Team/AL) – até 52kg

Diogo Terêncio (Adois Fight/AL) Vs Valmir Silva (Shock Fight Team/AL) – até 57kg

Nilton Cachorrão (Adois Fight/AL) Vs Anderson Negão (DFC/SE) – até 77kg

Danilo Dan(Pitbull Team/AL) Vs Otávio Besouro (Shock Fight/Al)- até 66kg

Marlyson Pereira (Hikari/RN) Vs Pedro Wilson (Kimura/AL) – até 70kg

Ivo Bezerrão (Ricardo Feitosa Titãs/AL) Vs Dymitry Moicano (DFC/SE) – até 70kg

Wallyson Rossiny (Shock Fight/AL) Vs Gustavo Gabriel (Carlos Oliveira Titãs/AL) – até 57kg (Defesa Do Cinturão Do Peso Mosca)

 

COLISEU EXTREME FIGHT 11

Dia 06 de setembro, no Ginásio de Esportes Papa João Paulo II, em Arapiraca, a partir das 20h

Pesagem: Arapiraca Garden Shopping, dia 05 de setembro.

 

Giovanni “Soldado” (Hikari) Vs. Gilberto “Cangaceiro” (Constrictor Team) – Categoria Peso Mosca

Walison Pereira (Ricardo Feitosa) Vs. José Aparecido “Zeca Predador” (Nordeste Jiu-jítsu) – Categoria Peso Médio

Luciano Palhano (M Guerra Team) Vs. Roniele Gomes “Blindado” (Mario Sukata Team) – Categoria Peso Leve

Jânio MMA “Vitamina” (Ryan Gracie Team Butantã) Vs. Alexsandro Santos “Miudinho” (Champion Team | Nordeste Jiujitsu) –Categoria Peso Pena

Jeferson Vieira “Pitbull” (Adois Fight) Vs. Odilon Gouveia “Pequeno” (Instigação Xtreme) – Categoria Peso Galo

José Otávio dos Santos “Besouro” (Shock Fight-MMA TRAINER) Vs. Pedro Gomes (Nordeste Jiujitsu) – Categoria Peso  pena

Anderson Diniz “Falamansa” (Hikari/Eclipse) vs. Diogo Cavalcanti “Fofão” (Constrictor Team) – Categoria  Peso Leve

José Antônio da Silva “Toni Belo” (Ricardo Feitosa/Titãs Muay Thai) vs. Marcos Junior (Mario Sukata Team) – Categoria Peso Galo

Marcone Muniz (M Guerra Team) vs. João Paulo “Morfeu” da Costa (Hikari) – Categoria Peso Palha

Anderson Barreto “Samurai” (Adois Fight) vs. Sergio Almeida “Wolverine” (Instigação Xtreme) – Categoria Peso Galo

Ítalo Ribeiro (Ricardo Feitosa) vs. Ricardo Rodriguez (Hikari) – Categoria Peso Galo

Artes Marciais, Lutas ou Modalidades Esportivas de Combate?

PANCRÁCIO

Afinal, você sabe a diferença entre as Artes Marciais, Lutas ou Modalidades Esportivas de Combate? Apesar de não haver um consenso sobre essas diferenças, tais definições não são equivalentes.

O termo “Artes Marciais” possui sua origem no Deus grego Marte, que em latim possui nome Ares e na mitologia grega era considerado o Deus da Guerra. Na carência de definições bibliográficas, vamos aos dicionários. O dicionário Aurélio, traz o significado do termo marcial como um adjetivo que diz respeito a guerra, bélico ou que se refere a militares ou a guerreiros. O termo nos remete ao conceito de Artes Marciais onde as táticas em dirigir os movimentos corporais pudessem se sobressair fisicamente nas guerras armadas ou não armadas na defesa pessoal (MORGAN, 1992). Para que você possa ter uma idéia, a primeira evidência direta de sistemas de combate sem armas possui registros de 2040-1785 a.C., da metade do reinado Egípcio, onde técnicas de lançamentos, chutes, socos e imobilizações foram encontradas em pinturas de parede na tumba de Beni-Hassan, sendo essa a mais antiga evidência de técnicas de combate sem armas da história.

O termo Arte Marcial e Lutas parece ter o mesmo significado, logo as artes marciais ainda seriam técnicas de combate utilizadas com propósito único de guerra. Se analisarmos todas as lutas existentes no mundo, vamos chegar à conclusão que as lutas não foram criadas somente com propósito de guerra. Muitas surgem pelas necessidades culturais, folclóricas ou até mesmo com fins de auto defesa. Segundo Reid e Croucher (2003b) destacam que as artes marciais têm somente um objetivo: neutralizar o mais rápido possível os ataques, empregando para isso todos os meios necessários, não sendo submetidas a regras. Para esses autores as artes marciais não foram criadas para garantir a defesa de soldados que lutam em campos de batalha.

A palavra luta tem procedência do termo grego Palé, que deu origem a lucta. O Palé era uma modalidade de combate em que os adversários se confrontavam com objetivo único de derrubar o adversário no chão (AMADOR, 1994). Segundo Taboada (1995), um dos principais objetivos da Luta é fazer com que os indivíduos respondam harmonicamente às situações de conflito. De acordo com os parâmetros curriculares nacionais (PCNs) o conceito de luta consiste em “disputas em que o(s) oponente(s) deve(m) ser subjugado(s), com técnicas e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização ou exclusão de um determinado espaço na combinação de ações de ataque e defesa. Caracterizam-se por uma regulamentação específica a fim de punir atitudes de violência e de deslealdade. Podem ser citados como exemplos de Jogos de Oposição desde as brincadeiras de cabo-de-guerra e braço-de-ferro até as práticas mais complexas da capoeira, do judô e do caratê” (PCNs, 1998).

As lutas não se resumem apenas a técnicas, elas ensinam aos seus praticantes disciplina, valores, autocontrole emocional, entendimento da história, filosofia que geralmente acompanha sua prática e um rico acervo cultural que traz dos seus povos de origem. Também auxiliam no processo educativo de auto-controle e na formação do caráter das crianças e adolescentes tornando-as perseverantes, com a auto-estima positiva e altamente seguros de sua capacidade de poder vencer sem ter medo de perder. Toda sociedade organizada apresenta um tipo de luta, seja ela folclórica, derivada de práticas dos primeiros habitantes, ou ainda de atividades de defesa. Os combates de outrora, passaram a ser utilizados como jogos, que representavam o perfil da cultura local. Alguns destes jogos tornaram-se institucionalizados, o que poderemos considerar hoje como Esportes de Combate (SOUZA JÚNIOR, 2010).

Por fim, os Esportes de Combate são esportes competitivos de contato onde dois combatentes lutam o um contra o outro usando as certas regras de contato, com o objetivo de simular partes do combate corpo a corpo verdadeiro (SOUZA JÚNIOR, 2010).

Diante do exposto, o que se observa é a adequação na terminologia utilizada em certas definições, onde as Artes Marciais e Lutas devem ser entendidas atualmente como Esportes de Combate onde o produto final deve sempre adequar os termos as realidades onde será exposto o conteúdo, em aulas ou em seminários.

E agora? O MMA é uma Arte Marcial, Luta ou Modalidade Esportiva de Combate?

Isso é um assunto de para nosso próximo post!

 

REFERÊNCIAS:

AMADOR, F. Estúdio praxiológico de los deportes de lucha. Análisis de la acción de brega en lucha canaria. Facultad de Ciencias de la Actividad Física y el Deporte, Las Palmas de Gran Canaria, 1994.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física / Secretaria de Educação Fundamental M. / SEF Ed.: Brasília 1998.

MORGAN, F. E. Living the martial way. A manual for the way a modern warrior should think. Fort Lee, New Jersey: Barricade Books. 1992

REID, H. e CROUCHER, M. O caminho do guerreiro. O paradoxo das artes marciais. São Paulo: Cultrix. 2003a

SOUZA JUNIOR, T. P., OLIVEIRA, S.R.L e DOS SANTOS, S. L. C. Artes Marciais, Esportes de Combate ou jogos de oposição? Lecturas: Educación Física y Deportes, Revista Digital. Buenos Aires, v.15, n.158. 2010. http://www.efdeportes.com/efd148/artes-marciales-o-jogos-de-oposicion.htm

TABOADA, F. A. Artes marcias. A via psicossomática. Curitiba: Nova Acrópolo. 1995

O dia em que o Doping ganhou do MMA.

Doping

Doping

Com os recentes casos de Doping no MMA, nada mais justo em esclarecer algumas situações sobre esse tema. Todavia são raros os estudos centrados nos valores, motivações e atitudes dos atletas a respeito dessa questão. O que nos move cada vez mais a discutir sobre esse tema.

A verdade é que quase TODOS os atletas de elite, seja no MMA ou em qualquer esporte, faz uso de alguns recursos destinados a melhoria da performance ou algum mecanismo na modulação hormonal. Basta observar os preparadores físicos, técnicos, treinadores, entre outros que cercam a vida do atleta. Muitos são (ex)fisiculturistas que possuem “domínio” sobre a técnica. E como o MMA ainda não é Esporte (essa é uma boa discussão), não existe uma regulamentação em comum a todas as organizações que possa direcionar o controle desses mecanismos de utilização desses recursos.

E como sou curioso, resolvi pesquisar todos os casos de doping no MMA. Sim, TODOS os casos. Para isso utilizei uma metodologia simples que é a busca de notícias referentes ao tema em questão desde o primeiro caso até a presente data. Dos atuais “homens-TRT´s” Chael Sonnen e Vitor Belfort aos conhecidos casos envolvidos com maconha como Nick Dias (que foi pego três vezes pelo uso) e Dave Herman (pego duas vezes); os curiosos casos de troca de material colhido por material não humano, como ocorreu com Thiago Silva e Kevin Randleman; mulheres como a Brasileira Cris Cyborg e as atuais TUF´s Jessica Rakoczv e Jessica Eye; e até mesmo o lendário Royce Gracie foi pego em tal exame (uso de nandrolona) juntam-se aos 63 (sessenta e três) casos de doping no MMA que eu consegui catalogar. Só para você ter uma idéia dessa situação grave, os 63 casos de doping no MMA superam todos os casos de doping nas últimas três Olimpíadas (em Londres, foram 16 casos, Pequim 21 e Atenas 25). Isso porque a urina não consegue detectar alguns outros metabólitos. Vale ressaltar que quando encontrava casos onde o mesmo atleta era pego três vezes, essa eram contabilizadas como três novos casos. Como aconteceu com Josh Barnett pego três vezes. Então foram três casos independente de ocorrido na mesma pessoa. Só foram citados aqueles que foram testados nas organizações (UFC. Bellator, Strikeforce, Pride, Affliction, WEC, Millennium Events e TPF). Não foram citados aqueles que fugiram pela porta de trás da academia…

Diante do exposto, diversas substâncias consideradas como doping foram encontradas. Além da testosterona e maconha, foram encontrados na urina outros metabólicos como anastrozol, clomifeno, drostanolona, estanozol, nandronola, fluoximesterona, trenbolene, hidroclorotiazida, oxicodona e oximorfona. Ou seja, além de esteroides anabolizantes, antiflamatórios e estimulantes também fazem parte dessa lista.

Não fique triste. Nem fique com raiva.

Seja bem-vindo ao alto rendimento onde tudo se faz para atingir a melhora do desempenho esportivo.

Desidratação no MMA: Uma questão a ser resolvida!

COLISEU

COLISEU

Quem nunca viu uma luta de MMA onde o atleta ainda no primeiro round de luta está completamente desgastado fisicamente? Uma das possíveis causas pode ser o processo de perda de peso. A perda de peso é uma prática frequente no mundo do MMA. Consiste em uma rápida redução da massa corporal em dias próximos, na véspera da competição ou até mesmo no dia da competição.

Alguns técnicos e até mesmo profissionais de saúde acreditam que a desidratação poderia favorecer o atleta no sentido de enfrentar atletas menores ou mais fracos. Porém, a cientificidade comprova que essa prática tem causados efeitos negativos no desempenho do atleta. Exemplo clássico no Judô demonstrou que lutadores classificados não recuperavam maior quantidade de massa corporal entre a pesagem oficial e a primeira luta da competição.

Para isso, temos como exemplo o ocorrido com João Derly que sagrou-se bicampeão mundial de Judô da categoria até 66kg após não poder lutar na categoria até 60kg e o atleta Leandro Guilheiro que se tornou vice-campeão mundial após subir da categoria até 73kg para a categoria até 81kg. Podemos citar como estratégia na perda de peso: – restrição da ingestão de líquidos; – uso de agasalhos e sacos plásticos; – restrição da ingestão energética ou jejum no dia anterior à pesagem; – indução de vômito; – provocar salivação por balas ou gomas de mascar; – consumo de pílulas dietéticas; – atividades corporais em ambientes quentes; – uso de laxantes e diuréticos; – banheiras térmicas com soluções salinas e álcool.

Porém, essa redução brusca pode estar associada a diversos eventos negativos, como morte de um atleta de judô em preparação para os Jogos Olímpicos de Atlanta, 1996 e de três atletas universitários de luta olímpica em um estudo realizado entre os anos de 1998 e 2010, na diminuição dos desempenhos aeróbio e anaeróbio, prejuízo em testes específicos, diminuição da memória, do vigor, da concentração e da auto-estima, aumento dos estados de confusão, de raiva, de fadiga, de depressão, de isolamento, da insatisfação com o próprio corpo, de lesões durante a competição e de transtornos alimentares.

Mediante tal problemática, observa-se que a maioria dos atletas adota estratégias de redução de massa corporal aguda, utilizando de estratégias não-recomendadas, as quais podem prejudicar o rendimento ou a saúde do lutador. Tais modificações devem ser realizadas nos períodos de preparação e não nos momentos que antecedem a competição.

FRANCHINI, E; Del VECCHIO F.B. Estudos em modalidades esportivas de combate: estado da arte. Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo, v.25, p.67-81, dez. 2011

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