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O time feminino sub-13 do Centro Olímpico virou pauta do filme ‘Minas do Futebol: porque o futebol começa na base’ depois de ter vencido um campeonato masculino em 2016 e falou dos principais desafios que enfrentam em entrevista ao Portal da Band.  

Os desafios 

 

Em 2016 as garotas da equipe sub-13 do Centro Olímpico entraram em campo e se sobressaíram num confronto acirrado com o preconceito. Até então não existia um campeonato para a categoria de base feminina e elas não tinham como pôr em prática o que aprendiam nos treinos. 

Segundo o treinador da equipe, Thiago Viana, 28, ele estava cansado de ver as garotas aperfeiçoando as habilidades sem um torneio onde pudessem mostrá-las, quando decidiu inscrevê-las na antiga Copa Moleque Travesso – atualmente o torneio é chamado de Copa LIBRAEF. 

“No início houve certa repulsa por parte de alguns membros do congresso técnico que foi realizado, mas apenas um foi efetivamente contrário à ideia de que as garotas disputassem um torneio de meninos. Mas, se existisse um campeonato para a base feminina a gente não precisaria fazer isso”, explicou Viana. 

Após muito debate, as garotas puderam jogar com o time mesclado com integrantes da faixa etária da categoria e algumas mais velhas, entre 14 e 15 anos, para equilibrar a concorrência quanto ao fator físico. Mesmo assim, o time foi dado como sub-13. 

Conforme Viana esclareceu, a diferença de força física foi uma das dificuldades que a equipe teve que aprender a driblar. “Alguns garotos já tinham passado da fase de maturação, enquanto as meninas não”.