D1fb0fa5 2abf 40f2 9053 490ffe72e26a Leco está sendo pressionado no São Paulo (Foto: Maurício Rummens/Estadão Conteúdo)

O clássico entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, não foi quente apenas dentro de campo. Após o empate por 1 a 1, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, agrediu o conselheiro Pedro Mauad.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Mauad deu sua versão sobre o ocorrido.

“Acabou o jogo, eu saí do nosso camarote e estou descendo para sala do conselho. Na hora que estou passando em frente ao presidente, eu estendi a mão para cumprimentá-lo. Eu só fui cumprimentá-lo, eu não falei nada. Quando estiquei a mão e ele me cumprimentou, ele já saiu soltando tudo que é direito, me cobrando, dizendo que ia custar caro para mim o que eu tinha questionado. Eu falei para ele: ‘Leco, vamos conversar’, e fui descendo atrás dele. Nessa de ‘vamos conversar’, o filho dele, que estava atrás, me deu um tranco, me empurrou. Eu falei para não colocar a mão em mim e empurrei ele. Quando eu fiz isso, ele (Leco) pulou em mim como um pitbull nervoso, bravo. Ele já estava muito nervoso. Eu sei que a situação não era hora, mas ele não pode pular no meu pescoço”, descreveu.

Segundo Pedro Mauad, a cobrança que irritou Leco ocorreu em relação à multa de R$ 5 milhões que o São Paulo teve que pagar para se desligar de Rogério Ceni.

“O que incomoda é cobrança. E eu cobrei uma coisa que inclusive é chato de falar. Mas, para um advogado, não se ater a uma cláusula de multa e custar a um clube que está com problema financeiro R$ 5 milhões... De quem é a responsabilidade? Isso tudo incomoda”, disse Mauad.

O conselheiro diz que não pedirá punição a Mauad, mas espera “justiça”.

“Eu não vou pedir nada, eu quero que seja feita justiça dentro do que rege o estatuto. Nenhuma pessoa pode ser melhor do que a outra, nunca. Principalmente partindo para as vias de fato na frente de todo mundo. Se ele faz isso na frente de todo mundo, imagina o que não faz por trás”, afirmou.

Intervenção

De acordo com o jornalista Jorge Nicola, da Rádio Bandeirantes, a oposição do São Paulo estuda ir à Justiça para pedir a intervenção do presidente Leco.

Vale lembrar que Ataíde Gil Guerreiro foi expulso do Conselho Deliberativo em abril do ano passado depois de agredir de maneira similar o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que também acabou expulso, mas por conduta imoral.