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Em um esporte de contato físico intenso como o MMA, o papel do árbitro central é fundamental para garantir a integridade dos lutadores dentro do ringue. No entanto, no último sábado, 23 de setembro, na cidade de Capanema, interior do Pará, a atuação do juiz Jorge Fortaleza quase deixou a segunda edição do CFC Fight Combat marcada por uma tragédia, já que não interrompeu a luta no segundo round, quando Caio Paturi foi finalizado por Silmar Sombra com uma guilhotina, chegando a ficar 30 segundos desmaiado.

Já recuperado do grande susto, Caio Paturi falou com o Combate.com por telefone sobre a atuação do árbitro Jorge Fortaleza e, apesar da grande rivalidade com Silmar Sombra, tira a responsabilidade do ádversário por toda a confusão que aconteceu no CFC Fight.

Segundo o lutador paraense, o árbitro central da luta já mostrava despreparo no primeiro round, quando permitia socos de Sombra na sua nuca e deixando o combate acontecer além dos cinco minutos.

- Essa confusão toda aconteceu no segundo round, mas eu quase não voltei do intervalo, de tanto soco na nuca que eu recebi no primeiro round. Fiquei muito tonto. O juiz não fez nada: nem falou com o Sombra e nem tirou ponto dele. Além disso, já estava com mais de seis minutos de round, com todo mundo gritando e avisando ele, que encerrou o round. Depois, na guilhotina, eu fiquei 30 segundos apagado, convulsionei duas vezes e ele não encerrou a luta - afirmou.

Caio Paturi explica que a confusão no CFC Fight Combat, com seu irmão e sua equipe invadindo o ringue, na verdade, lhe salvou a vida. De acordo com o lutador, a primeira coisa que se lembra após acordar foi de ver sua mãe e os médicos tentando lhe voltar à consciência.

- Meu irmão é técnico de enfermagem, trabalho no SAMU aqui da cidade, então ele sabia que eu estava correndo muito risco. Foram mais de 30 segundos desmaiado. Se ele não tivesse invadido, eu poderia estar morto ou com sequelas pra sempre. Mas, graças aos médicos, que também são meus patrocinadores, fui levado ao hospital, fiz a tomografia e foi constatado que estou bem de saúde - disse o lutador.

Por fim, Caio Paturi afirma que foi vítima de uma situação corriqueira nos pequenos eventos de MMA do Brasil e, por isso, faz um apelo aos organizadores.

- Queria deixar meu registro e pedido para que os organizadores dos eventos de MMA nos pequenos municípios, não só aqui no Pará, que procurem juízes qualificados. São vidas que estão ali dentro! Os médicos me falaram que é raro voltar depois de tanto tempo incosciente e não ficar com várias sequelas. Poderia até não voltar a andar, por causa da forte pressão na cervical. Tive sorte, mas que isso seja de alerta para uma melhor arbitragem no Brasil - concluiu Caio Paturi.