Thiago Davino - Minuto Esportes E2cbd619 13b3 4996 bcbc 19bf2b14c308 CSA

Há dois anos atrás, se algum torcedor dissesse que o CSA estaria lutando por títulos e acessos em divisões nacionais, seria motivo de piadas e provocações. Eis que passado esse tempo, o clube conseguiu triunfar e figurar entre os 40 melhores clubes do país.

O time marujo em menos de um ano conseguiu dois acessos. Antes sofrendo para garantir se quer vaga em competições nacionais e depois amargando anos no Brasileiro da Série D, ano passado conseguiu a vaga na terceira divisão e agora, na reta final do ano de 2017, já garantiu acesso para o Campeonato Brasileiro da Série B, competição das mais equilibradas no Brasil e que todos os anos, recebe a “visita” de grandes clubes brasileiros, como Vasco, Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético Mineiro e neste ano, tem o Internacional como “passageiro” momentâneo.

Mas, como o CSA conseguiu o sonhado acesso? Após a campanha no Campeonato Alagoano, quando ficou com o vice-campeonato, perdendo para o maior rival, o CRB, todo o projeto parecia em dúvida. Antes unanimidade, Oliveira Canindé não resistiu e acabou demitido, dando lugar a Ney da Matta, conhecido por ter conseguido acesso com o Boa Esporte para a Série B.

Metade do elenco foi refeito e um novo trabalho foi feito. Durante a competição, o CSA pode não ter jogado o time da bola, mas foi eficaz, tanto dentro como fora de casa, chegando a abrir uma quantidade considerável frente aos outros rivais.

Mas, como em toda competição o time passa por momentos de instabilidade. O treinador não era unanimidade entre a torcida, a diretoria e principalmente entre os jogadores. Mas como em time que está ganhando não se mexe. Certo? Errado!

O CSA sentiu dificuldades justamente na reta final da competição, perdeu a liderança para o Sampaio Corrêa e os problemas antes abafados, ficaram nítidos. O limite da situação, a erupção do vulcão, aconteceu durante um treinamento em que o zagueiro Thales e o meia Rosinei acabaram discutindo e o treinador interviu de maneira ríspida e acabou gerando um problema maior, chegando as vias de fato. Como a grande maioria era contra a permanência do treinador e às vésperas de uma fase decisiva, o treinador e toda a sua comissão acabou demitida.

Veio Flávio Araújo, que já conseguiu títulos e acessos com o Sampaio Corrêa. Como o próprio treinador afirmou, ficou fácil trabalhar nos últimos jogos, diante do clima e receptividade dos atletas.

“Foi todo um trabalho, no qual os atletas me receberam muito bem. Então foi fácil trabalhar com esse grupo de atletas, eles nos receberam de braços abertos e isso facilita o trabalho da comissão técnica. Eu agradeci pessoalmente a cada um dos atletas por isso, porque foi uma conquista por merecimento e, pelo nosso ambiente de trabalho, com 15 dias de trabalho, eu já me sinto como se estivesse aqui há seis meses, um ano”, afirmou.

Foto: Thiago Davino

Quando fala em agradecer, o treinador poderia citar todos os atletas, mas poderia parecer injusto, por isso o CadaMinuto Press aponta talvez, as principais chaves do elenco. O goleiro Motta, intransponível nos momentos mais difíceis, a zaga que foi construída durante a competição e se tornou uma verdadeira muralha, com Jorge Fellipe e Thales, que diante do destaque, voltou ao Internacional, time que foi revelado e pertence.

No meio de campo, Dawhan foi referência, Boquita cresceu no decorrer do Brasileiro da Série C, Daniel Costa se agigantou, virou até capitão e no ataque, Michel Douglas superou a desconfiança e foi o artilheiro do time.

O presidente do clube, reforçou que o slogan “União e Força” nunca foi tão utilizado pelo clube. “Passei pelo clube em várias funções e sempre disse, deixei muito claro que aqui deveria ser tratado como empresa. A paixão que nós temos pelo CSA, deveria ser transformada em seriedade, respeito e muito trabalho, diante da situação que o time se encontrava. Muitas pessoas compraram essa ideia, desde a diretoria, os jogadores, a torcida, todos para chegar até esse ponto. Não tem meio termo, não tem outra conversa. CSA chegou onde chegou, porque trabalhamos para que isso acontecesse. Conquistamos o acesso para a Série C, perdemos o títulos. Conquistamos o acesso para a Série B e lutaremos para conquistar o primeiro título nacional. Mas o trabalho não para. O céu e o limite para o CSA”, comemorou o mandatário azulino.

O clima é de festa, mas ainda há muito trabalho pela frente. O time do Mutange vai enfrentar o São Bento pela semifinal da competição, jogando a primeira fora e decidindo em casa, podendo enfrentar Fortaleza ou Sampaio Corrêa na grande final.

O céu é o limite para o CSA, que muito sofreu, mas que hoje pode comemorar e fazer feliz a sua fantástica nação azulina!