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Ao afastar Fernando Veiga por conta das declarações dadas em um áudio vazado, o Fluminense chegou a oferecer um novo cargo. O Tricolor propôs a ele que retornasse a Xerém, onde atuou como diretor das divisões de base antes de assumir o futebol profissional. A oferta, contudo, foi negada.

— Tenho que voltar a cuidar do meu trabalho, da minha família... Em breve, estarei de volta. Mas na arquibancada, como torcedor — explicou.

O ex-dirigente não esconde a insatisfação com seu afastamento do posto. Segundo ele, a saída se deveu a pressões políticas:

— Fiquei bastante chateado. Mas temos sempre que estar preparados. Fui comunicado e questionei, mas a decisão já estava tomada. Se tivesse acontecido (o vazamento) em outro momento, acho que passaria batido. Mas, como o time vem de resultados ruins, politicamente pegou mal.

Veiga evita falar em traição pelo vazamento. E garante não haver arrependimento pelas declarações:

— Fui um pouco ingênuo. Mas não é uma questão de se arrepender. Eu estava falando com amigos. Não era uma entrevista. Se fosse, teria me preparado.