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Na próxima sexta-feira, 20 de outubro, Gegard Mousasi faz sua primeira luta pelo Bellator ao encarar o experiente russo Alexander Shlemenko, em Connecticut. No entanto, o peso-médio iraniano, radicado na Holanda, apesar da aproximação da importante data, parece ainda estar com a cabeça nos antigos patrões. O lutador voltou a criticar a forma como o UFC tem dado prioridade ao entretenimento das lutas, ao invés do merecimento do lutador.

- (No UFC) É mais sobre o nome do lutador e quem eles podem construir uma estrela e menos quem é o melhor lutador. Isso é um problema. Dão aos atletas as lutas adequadas para eles (UFC), para que possam continuar ganhando. Provavelmente, vão fazer McGregor x Diaz 3, mas por quê? Porque o Conor tem uma boa chance de vencer. Não vão fazer uma luta contra o Khabib ou o Tony, porque é ruim para a promoção. Você sente isso, como lutador. Não estou inventando. É frustrante - afirmou Mousasi ao site "MMA Junkie".

O peso-médio falou ainda que sentiu na pele essa estratégia do UFC, já que enfileirava adversários (chegou a vencer cinco lutas seguidas), mas não recebia a oportunidade de disputar o cinturão da divisão até 84kg.

- Se eu os criticasse, teria menos justiça para receber bônus ou lutas pelo título. Antes do cinturão, provavelmente, teria que lutar contra Luke Rockhold e Yoel Romero, já que Robert Whittaker é o próximo a disputar o título. Isso tornaria o meu caminho mais difícil para chegar ao topo. Enquanto isso, alguns têm uma estrada mais fácil - disse.

Por fim, Gegard Mousasi revela que sente no dia a dia a diferença de tratamento entre seus ex-patrões e os atuais. Na verdade, o lutador explica que sua saída teve menos a ver com o dinheiro e mais com a forma como o presidente do Bellator "entregou suas promessas".

- A vida está mais fácil. Consegui trazer amigos para o Bellator, o tratamento que estou recebendo é excelente e sinto que há espaço para o Bellator crescer, não só comigo, mas também como empresa. Eu era um peixe pequeno no UFC e, agora, sou um peixe grande. Há uma conexão que não tinha com o UFC. Lá, era como uma fábrica. Aqui, é mais como parte da família - concluiu.