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Os jogadores do Corinthians ficaram inconformados com um lance ocorrido já nos acréscimos da partida contra o Botafogo, nesta segunda-feira, no Nilton Santos. Após Igor Rabello dar um carrinho em Jô e o juiz ignorar a falta, os alvinegros cercaram Rodrigo Batista Raposo, do Distrito Federal, imediatamente após o apito final para a derrota por 2 a 1.

“Foi muito claro o lance”, reclamou um dos corintianos, não identificado pelas imagens do Sportv. Em meio aos protestos, o volante Bruno Silva se infiltrou no meio dos paulistas para cumprimentar o juiz e foi repreendido pelo lateral direito Fagner, clamando, segundo o botafoguense, que o jogo havia sido “roubado”. “Ficaram nervosinhos e eu falei: ‘aprende a perder'”.

“Fala-se muito da arbitragem, a favor do Corinthians sempre se fala muito”, reclamou o goleiro Cássio, que apontou a presença do auxiliar na linha de fundo, ao lado do gol de Gatito Fernández, como um apoio fundamental na marcação da penalidade.

“Ele (auxiliar) poderia ter ajudado o árbitro naquele momento, ter dito que ele errou”, avaliou o arqueiro, comedido na reclamação. “É lógico que perdemos alguns pontos de vantagem, tinha uma diferença maior. Precisamos tentar acertar, não estamos conseguindo, mas vamos trabalhar internamente como estamos fazendo desde o início do ano”, continuou o camisa 12.

Para o técnico Fábio Carille, normalmente comedido ao tratar sobre o tema, chamou atenção o fato de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter escalado um juiz, na opinião dele, pouco experiente para uma partida tão importante.

“Eu acho que, num jogo desse tamanho, um time brigando por título e outro por Libertadores, não pode colocar um árbitro inexperiente desse tamanho. Botafogo não falou nada porque conseguiu o resultado”, observou o treinador, vendo erros para os dois lados, mas sem esquecer a polêmica com Jô.