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O Flamengo contava os dias para ter Paolo Guerrero de volta após o jogador sofrer uma lesão, mas o perderá para o resto do ano. Flagrado no exame antidoping depois do jogo entre Peru e Argentina no último mês por uso de uma substância estimulante, o centroavante está suspenso preventivamente por 30 dias pela Fifa.

Virou baixa para a seleção na disputa da repescagem da Copa do Mundo, contra a Nova Zelândia e do Flamengo no Brasileiro e na Sul-Americana. A pena total pode chegar a quatro anos caso o doping seja confirmado. A substância ainda não foi revelada.

Guerrero treinou com bola ontem e deu sinais de que estava pronto para encarar o Grêmio amanhã, em Porto Alegre. Por precaução, o jogador foi descartado tão logo o caso foi revelado.

Em nota, o Flamengo disse confiar que tudo seja esclarecido e se esquivou de explicar todos os procedimentos pelos quais o jogador foi submetido recentemente no clube, atribuindo o caso à seleção peruana. “Paolo Guerrero sempre teve conduta profissional exemplar no Flamengo e esperamos que toda a questão seja esclarecida o mais rápido possível”, disse o comunicado.

Na segunda-feira, a CBF, de folga ontem, comunica oficialmente ao Flamengo o que a Federação de Futebol do Peru já tornou público: que o jogador está suspenso até apresentar contraprova. O prazo para isso é de uma semana. Até lá, a mobilização de médicos e advogados promete se intensificar. O jogador não se posicionou oficialmente, mas o presidente da Comissão de Doping da CBF, Fernando Solera, disse que o atleta alegou usar um medicamento para gripe antes da partida.

Em momento de renovação, atacante vive pesadelo

Guerrero vive uma espécie de inferno astral com a torcida rubro-negra devido às ausências nos últimos jogos em que esteve machucado. A situação se agrava no momento em que seu custo-benefício era questionado e que a renovação de contrato começaria a ser discutida. Ídolo inquestionável no Peru, Guerrero tem pela primeira vez a biografia no futebol arranhada, aos 33 anos, com a suspeita de doping.

O Flamengo, por sua vez, enfrenta situação do gênero pela primeira vez na história recente. As polêmicas nos últimos anos se limitaram a problemas de jogadores com indisciplina, o que foi praticamente sepultado na atual conjuntura. Casos de polícia envolvendo jogadores foram a tônica na administração anterior, como para a prisão do goleiro Bruno e dos episódios com o atacante Adriano.

A situação de Guerrero é outra, mas o clube, através do técnico Reinaldo Rueda, já havia comentado a necessidade de buscar outro jogador para a posição com a ida do peruano para a Copa do Mundo. O risco de perdê-lo por outro motivo não diminuiu, pelo contrário, aumenta a necessidade de consultar o mercado, e os alertas estão todos ligados.