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Na noite de 25 de junho de 1975 terminava a mais longa caminhada de onze anos por gramados alagoanos com a mesma camisa chega ao seu final. O espetáculo ia terminar. Era o último ato. Aos dez minutos do jogo CRB x Flamengo, o juiz interrompeu a partida. Ademir foi até a lateral do campo e começou sua volta olímpica. Poucas vezes um jogador foi tão aplaudido por uma torcida. Em meio ao festival de palmas, ele deixava o futebol.

Ao completar a volta olímpica a emoção era grande. Embora seu semblante não mostrasse tristeza, temos certeza, que seu coração estava chorando. O grande Ademir, a partir daquele momento passava a ser apenas o cidadão Ademir Pedro de Araújo, funcionário da Petrobrás. Naquela noite estava dando um drible espetacular em seu futebol de onze anos.

Com a mão erguida dava seu último adeus a torcida alagoana. As lagrimas significam joias sentimentais que despencam sua tristeza em abandonar o esporte que o consagrou como um dos ídolos do CRB.

Ademir chorava ao agradecer as homenagens que recebia. Moço simples, humilde, um Ademir abandonava o futebol.excelente profissional,