3188ee59 a363 4461 844a 0ec69717e7f4 Presidente Maurício Galiotte rechaça acontecimento e reitera política de não privilegiar organizadas (Foto: Djalma Vassão/ Gazeta Press)

Os protestos à delegação palmeirense antes do jogo do último domingo, contra o Flamengo, se tornaram caso de polícia. Nesta segunda-feira, o presidente do clube Maurício Galiotte assinou uma carta, divulgada no site oficial do Palmeiras, informando que foi feito um Boletim de Ocorrência para que seja instaurado um inquérito.

Momentos antes da vitória por 2 a 0 diante dos cariocas, o ônibus levando os jogadores alviverdes foi abordado na saída da Academia de Futebol e alvejado por objetos lançados por torcedores. Com gritos de ordem, o grupo protestava contra as recentes atuações da equipe no Campeonato Brasileiro. No documento, Galiotte mostrou sua completa revolta com o acontecimento e ressaltou que as cenas apresentadas “danificam o patrimônio” do Verdão.

“Muito mais do que danificar um patrimônio do Palmeiras, colocar em risco a integridade física de seres humanos, profissionais que estavam no exercício de suas atividades, é inadmissível e injustificável. Por isso não vamos tolerar tais condutas”, escreveu o dirigente.

Ainda de acordo com a carta, dois integrantes do Departamento de Futebol palmeirense foram atingidos por estilhaços de vidros quebrados pelos manifestantes. Um dos líderes do elenco, o atacante Dudu já havia revelado que um companheiro jogador também foi atingido.

Através da publicação, o presidente palmeirense reiterou que continuará seguindo a cartilha de não beneficiar as torcidas uniformizadas e prestou respeito aos demais torcedores.

Confira a íntegra do documento assinado por Maurício Galiotte:

A Sociedade Esportiva Palmeiras lavrou Boletim de Ocorrência e irá solicitar a abertura de inquérito policial para que se apure o lamentável episódio deste domingo (12) envolvendo o ataque aos veículos que transportavam a delegação para a partida contra o Flamengo.

Dois integrantes do Departamento de Futebol do Palmeiras foram atingidos por estilhaços dos vidros que foram quebrados por manifestantes que acompanharam a saída do ônibus da Academia de Futebol.

Muito mais do que danificar um patrimônio do Palmeiras, colocar em risco a integridade física de seres humanos, profissionais que estavam no exercício de suas atividades, é inadmissível e injustificável. Por isso não vamos tolerar tais condutas.

Como Presidente do Palmeiras reforço que, enquanto eu ocupar este cargo, não haverá qualquer tipo de diálogo autorizado pela Diretoria entre integrantes de torcidas organizadas e jogadores do clube.

Reitero que seguirei mantendo a política de não conceder qualquer privilégio às torcidas organizadas. O clube valoriza muito seu torcedor e respeita todos os protestos, desde que sejam feitos em local e maneira adequados. Atos de violência são inaceitáveis e por isso serão reprimidos.

O Palmeiras irá fornecer todas as provas, imagens e testemunhos de quem acompanhou o episódio para auxiliar as autoridades.

Maurício Galiotte
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras