Dc661d72 8cd8 4a48 9b89 1ce539801eef Dirigente argumentou que o Corinthians foi campeão brasileiro gastando pouco (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Campeão brasileiro com um elenco reconhecidamente limitado em número de opções, o Corinthians manterá a sua postura comedida no mercado de contratações. A única ousadia que o diretor de futebol Flávio Adauto irá se permitir é a de agir rapidamente no mês que vem.

“Para definirmos os jogadores, teremos que esperar também para saber quem sairá. Mas, em dezembro, seremos mais ousados em termos de tempo, para o time começar a temporada já com a base do ano inteiro”, comentou Adauto, em entrevista à ESPN Brasil.

O dirigente não fala em reforços de impacto. Endividado, o Corinthians já havia sido tímido para contratar atletas neste ano – no segundo semestre, por exemplo, apenas o atacante Clayson, vindo da Ponte Preta, chegou ao elenco chefiado por Fábio Carille. Ainda assim, o time foi campeão brasileiro após já ter vencido o Campeonato Paulista.

“Não fico em cima do muro, mas não quero criar falsas expectativas. Para 2018, a nossa situação financeira não estará tão alterada. Não acredito que teremos condições de gastar € 5, 6, 10 milhões em um jogador, como algumas equipes têm feito. Pontualmente, traremos peças para completar o grupo e deixá-lo menos vulnerável quando perder alguém”, disse.

O sucesso de 2017 faz Flávio Adauto ficar confiante com a política de contenção de gastos imposta pelo presidente Roberto de Andrade. “Esperamos grandiosidade no campo com jogadores não tão talentosos, mas cumpridores das suas obrigações”, afirmou, fazendo elogios de diretores a atletas do Corinthians. “É um grupo pequeno, bom e cumpridor. Precisa de mais peças, mas não vamos prometer coisas de custo muito alto”, repetiu.

Adauto planeja formalizar de três a cinco contratações na janela de transferências. Entre os atletas desejados, está um lateral esquerdo, já que o prata da casa Guilherme Arana continua cotado a rumar ao futebol europeu.

“Imaginamos que podemos perder jogadores, mas ainda há muita fumaça e pouco fogo. Tivemos reuniões pelo Arana, mas não se fala no assunto faz quase dois meses. No mais, não há nem um jogador procurado. No passado, tivemos consultas por Balbuena, Rodriguinho e Arana, com gente até pedindo preferência. Não demos e cravamos que não sairia ninguém em 2017”, recordou o diretor de futebol. “Em 2018, com essa estrutura mantida, além do mesmo técnico e da mensagem de jogo, não faremos feio”, confiou.