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Nas Laranjeiras, já é difícil achar alguém que aposte com convicção na permanência de Abel Braga em 2018. Afinal, o cenário aponta para sua saída. Mas o treinador não é o único que pode deixar a cúpula do futebol do Fluminense. A temporada de poucos resultados colocou o departamento em discussão. Pressionado e criticado, o setor está sob análise.

Além de Abel, o gerente geral Marcelo Teixeira e o gerente de futebol Alexandre Torres formam a tríade que gere o departamento — sempre com a participação do presidente Pedro Abad. Os dois últimos passaram a ser bastante contestados a partir do segundo semestre, quando o rendimento do time despencou. Hoje, o mandatário sofre pressão para trocá-los.

A principal crítica é a de que eles corresponderam pouco quando as dificuldades eclodiram: lesões em série, atrasos nos pagamentos e alguns problemas de comportamento. Dos dois, Teixeira é o mais cobrado, já que ocupa um posto mais alto.

Com a equipe livre do risco de rebaixamento, Abad terá um período de menor turbulência para avaliar o futuro do futebol tricolor. Ele afirmou que nenhuma decisão será tomada antes do fim do Brasileiro e, muito menos, movida à pressões:

— É natural que, num clube como o Fluminense, todos os funcionários sejam avaliados diariamente. No entanto, no momento, a direção não pensa em nenhuma substituição. Porque estamos ainda com o campeonato em andamento e o momento de avaliação é no final do ano. Toda e qualquer noticia envolvendo a troca de qualquer membro da comissão técnica ou da direção do futebol é apenas especulação — disse Abad.

— É importante destacar também que nenhuma pressão política ou tentativa de criar discórdia entre os membros da direção com a presidência ou a comissão técnica terão êxito.

Caso se confirme, a saída de Abel será por motivo diferente. O técnico já afirmou que gostaria de cumprir o contrato (vai até o fim de 2018). Mas ele quer um elenco menos inexperiente e com mais opções, o que a situação financeira do clube não permite. Com isso, a saída daqui a duas semanas, quando o Brasileiro termina, ganha corpo. Palmeiras e Internacional querem o treinador.