84d68a5b 9e6c 4f78 89e3 ffe3a4362d1d

Um ano após o acidente com o voo da Chapecoense, a mãe do goleiro Danilo, Ilaídes Padilha, começa a se recuperar da dor pela perda do filho, morto no acidente. No dia em que o mundo relembra e presta homenagem às 71 pessoas mortas na queda do avião da LaMia na Colômbia, dona Ilaídes trata de marcar um novo início na sua vida.

“Parece que hoje que vou recomeçar a viver. Agora estou tranquila”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quarta-feira.

A família de Danilo prestou uma homenagem ao goleiro e às outras vítimas em Cianorte, no Paraná, onde Ilaídes mora. Um ano depois, a saudade ainda é grande. “Saber que ele não está aqui para receber as homenagens é bastante complicado”, lamentou.

Nos últimos meses, Ilaídes tratou de manter viva a memória do filho, contando aos outros quem era seu filho.

“No momento em que o Danilo morreu, fiz uma proposta para eternizar a história dele. Eu não queria que tudo aquilo que ele fez, que ele viveu, conquistou e lutou fosse esquecido”, conta Ilaídes, que passou a receber pessoas em sua casa para falar do ex-goleiro da Chape, herói da classificação para a final da Copa Sul-Americana. Na ocasião, o arqueiro fez defesas milagrosas e se firmou como os grandes jogadores da posição no Brasil.

Ilaídes agradece todo apoio recebido de amigos, familiares e família das vítimas. Ela diz guardar somente as boas lembranças. “Estou agradecendo a Deus hoje, pelos 31 anos que ele deixou meu filho aqui comigo, pela força que ele tem me dado e fico grata de coração a todos que são parceiros comigo nesta dor”, declarou.

Desencontro

A família de Danilo passou foi uma das que mais sofreu com o desencontro de informações no dia do acidente. Horas após a queda do avião, não se sabia ao certo se o goleiro havia morrido ou estava entre os sobreviventes. Mais tarde chegou a notícia oficial das autoridades colombianas de que Danilo não resistira.

Questionada sobre as indenizações e outras questões burocráticas, Ilaídes desabafou. “Ficou para a Letícia, esposa dele, e tutora do filho. Para a Justiça, a família da pessoa quando ela morre é somente a esposa e filhos. Eu não entrei nessa questão com a Chapecoense, que nem ligou para mim para falar que meu filho havia morrido”, contou.