5e0b9267 0b50 4643 be11 a94930ea363a Ainda sem ser reconhecido pela Fina, Miguel Cagnoni terá de disputar nova eleição (Foto: Satiro Sodré/CBDA)

Eleito em junho deste ano para presidir a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Miguel Cagnoni diz que ainda não conseguiu a tranquilidade que gostaria para comandar a entidade. 

Sem ser reconhecido pela Federação Internacional de Natação (Fina), uma vez que o pleito desrespeitou o estatuto então em vigor, ao permitir votos de clubes e atletas em meio a uma intervenção judicial, o paulista foi obrigado a organizar nova votação, prevista para 20 de dezembro. 

Aos 72 anos, Cagnoni luta para justificar despesas antigas da CBDA mal explicadas e desbloquear contas devido a irregularidades da gestão de Coaracy Nunes, que ficou no poder durante 29 anos. Ele diz que há interferência do grupo político do ex-presidente no processo eleitoral. Mas nega haver ressentimento com a Fina e mostra confiança em sua permanência no cargo.

Até a semana passada, o dirigente afirmava que não faria outra eleição. Diante da possibilidade de uma suspensão, mudou o discurso.  

– Está na hora de parar de fazer política e voltar a trabalhar intensamente durante 100% do tempo – afirmou o dirigente, ao LANCE!.

As chapas têm até esta sexta-feira para se registrar na eleição da CBDA, que acontecerá no dia 20 deste mês. O mandato vai até 2021.