Fe22967c 7b50 4e90 9de2 6034752abcb9

Quase quatro anos após ser rebaixada da Série A por conta da escalação de um jogador irregular, a Portuguesa de Desportos pode viver um drama semelhante na sua equipe de futebol feminino. A um passo de se classificar para a elite nacional, a equipe paulista pode ser denunciada pelo STJD por ter utilizado uma jogada que não estava relacionada para a semifinal da Série B do Brasileirão de futebol feminino.

O juiz piauiense Djalma Alves de Lima Filho apontou na súmula que Thalita Araújo Soares entrou no segundo tempo da partida contra o Tiradentes-PI, em Teresina, sem que o nome dela constasse na relação de atletas. A equipe do Canindé venceu o jogo por 1 a 0.

A ausência do nome da atleta na lista só foi verificada quase uma hora depois do momento da substituição. Thalita começou o jogo como reserva e foi mandada a campo aos 12 minutos do segundo tempo. A jogadora entrou no lugar da lateral Silmara e permaneceu até o apito final.

Apesar disso, na lista de atletas distribuída pela Lusa antes do jogo à imprensa, o nome da lateral Thalita aparece entre as relacionadas, no banco de reservas.

Relembre o caso Héverton

Na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013, no jogo contra o Grêmio, a Portuguesa mandou a campo no segundo tempo o meia Héverton, que havia sido suspenso pelo STJD dois dias antes. A escalação irregular resultou em perda de quatro pontos e no rebaixamento do clube para a Série B em 2014. Desde então, a Lusa mergulhou em uma crise: caiu para a Série D do Campeonato Brasileiro e, em 2017, foi eliminada ainda na fase de grupos da quarta divisão.