E30cfdc1 2558 414d be3e 00ac76a8a824 Tiffany chegou ao Bauru em julho, após cirurgia na mão esquerda - Reprodução/Twitter

A presença da transexual Tiffany na Superliga feminina de vôlei segue gerando polêmica. Desta vez, foi Sheilla, oposta da Seleção, quem se pronunciou sobre o caso, afirmando que a rival leva vantagem sobre o restante das atletas, por ter "força de homem".

A bicampeã olímpica afirmou que é contra a presença de transexuais no esporte. Segundo ela, não há preconceito no posicionamento, mas sim uma opinião em relação às vantagens físicas que Tiffany e outras transexuais teriam.

"Eu sou contra, depois de ter lido o que ele [Paulo Zogaib, médico] escreveu, depois de ter falado com outros médicos. Ela (Tifanny) tem ainda corpo de homem por mais que os hormônios estejam agora compatíveis, tem formação de corpo de homem. Você vê ela jogar e vê que tem força de homem."

Sheilla ainda demonstrou certo receio em perder espaço para os gays, usando um termo pejorativo para descrevê-lo. Depois disso, a jogadora se desculpou e disse entender que a homossexualidade não significa a mesma coisa que transexualidade.

"Imagina se todos os gays, os via*** resolverem jogar a Superliga Feminina. Vai virar uma Superliga que vai tirar nosso espaço porque a gente não consegue competir com eles”, havia dito a oposta, que se retratou em seu Instagram: "Se tem algo que não sou, é preconceituosa. Sei que gays são diferentes de trans. Chamei de via*** porque tenho amigos gays e chamo eles assim porque eles permitem, sem maldade nenhuma."

Depois de ressaltar que entende que a situação de Tiffany é difícil, Sheilla sugeriu um "sistema de cotas" como forma de limitar a participação de transexuais no esporte, mas ainda dar certo espaço para este grupo.