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Uma das modalidades que mais cresce em Alagoas, o triathlon, viveu um ano de 2017 atípico, de poucas provas e ao mesmo tempo com grande destaque por conta da primeira edição do IronMan 70.3 Alagoas.

Diante do crescimento das assessorias esportivas e atletas adeptos de nadar, pedalar e correr, o CadaMinuto Press entrevistou o presidente da Associação Estadual de Triatletas de Alagoas (Aetri), Olímpio Rafael.

Além de dirigente da entidade esportiva, Olímpio ou “Boca”, como é conhecido no meio, avalia a temporada que passou e a expectativa para a temporada 2018, que promete ser movimentada, dentro e fora dos locais de treino e provas.

 

1 - Quais as competições que participou em 2017?

A minha primeira competição em 2017 foi o IronMan 140.6 Florianópolis, minha quarta participação e melhor em prova nesse formato, sendo o terceiro alagoano a cruzar o pórtico com o tempo de 10:02:25. A segunda prova foi o IronMan 70.3 em Alagoas, melhorando minha marca na distância em 2:30 e fechando em 4:43:23 e a última prova foi o 70.3 de Fortaleza, sendo o primeiro alagoano a cruzar o pórtico e único Sub-5  com o tempo de 4:52:00.

2 - Como avaliou a temporada de competições?

Foi uma temporada muito regular. Duas provas rápidas e uma bem dura no final do ano para fechar a temporada. O nível dos atletas vem aumentando e isso motiva muito os triatletas alagoanos.

Foto: Arquivo Pessoal

3 - Como tem sido conciliar as suas atividades profissionais, particulares e também como atleta?

É uma mudança radical de rotina, pois a vida do triatleta começa desde 21hs quando vamos dormir, até 4hs da manhã quando acordamos para iniciar as atividades. Daí segue tudo normal, hoje como guarda-vidas do Corpo de Bombeiros os ajustes são feitos na hora de início dos treinos, quando o treino é mais longo às vezes permutamos o serviço e assim vamos conciliando. Em casa sempre presente na criação da minha filha e tentando me encaixar em algumas atividades familiares, mas todo esforço é recompensado.

4 - Como você avalia a atuação da Aetri junto aos atletas e assessorias esportivas?

A Aetri é a voz do triatleta, ela não veste camisa de assessoria e luta por melhorias no esporte, integração entre os atletas, representação perante alguns órgãos públicos, onde conseguimos ajudar o atleta individualmente, como também coletivamente. As assessorias foram contempladas com liberação do espaço das tendas na praia e o atleta se identifica com a marca, pois ele sabe que aquilo ali tem um pedaço dele.

5 - Quais os planos para a temporada 2018, como atleta e como presidente da Aetri?

Meus planos como atleta é de fazer uma temporada regular como essa, tentando melhorar o meu condicionamento físico, consequentemente os meus tempos em provas. Se ainda tiver à frente da Aetri, a intenção é movimentar o esporte com simulados, corrida, pedal, natação e eventos infantis. Nós sabemos o potencial do nosso Estado e temos que aproveitá-lo, temos uma prova fantástica em casa, atletas evoluindo e pessoas sérias que querem tocar o triathlon.

Foto: Arquivo Pessoal

6 - O que esperar da temporada do triathlon em Alagoas, em termos de competições?

Esperamos primeiro a mudança de postura da Faltri (Federação Alagoana de Triathlon), onde temos a maior anuidade entre as 24 federações do país, que as arestas sejam resolvidas e o triathlon seja colocado em primeiro lugar. Precisamos de prêmios e um campeonato que possa estimular os atletas iniciantes, as ideias tem que ser executadas e palpáveis, a Aetri sempre esteve ao lado de quem organizou as competições em 2017, buscando patrocínios, como foi na primeira etapa do Campeonato Alagoano, como no IronMan, que voluntariamente procuramos um amigo empresário para tapar os buracos, ação que nos beneficiam até hoje.