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A pressão sobre o técnico Dorival Júnior aumentou ainda mais após a derrota do São Paulo por 2 a 0 para o Palmeiras, na noite desta quinta-feira, no Palestra Itália. Antes mesmo do revés para o rival, o treinador já recebia fortes críticas de dirigentes, conselheiros e torcida.

Agora, há o consenso de que a situação ficou insustentável para o comandante, que tem grandes chances de ser demitido após uma reunião da alta cúpula tricolor nesta sexta-feira. Dessa forma, Dorival ainda passará a madrugada de quinta para sexta-feira como técnico do São Paulo.

As reclamações internas e externas se devem a ausência de evolução da equipe, na visão dos críticos. Nesta quinta, o São Paulo foi dominado pelo Palmeiras, sobretudo no primeiro tempo, quando o time alviverde abriu 2 a 0, com gols de Antônio Carlos e Borja, ambos oriundos de falha do sistema defensivo tricolor.

O certo é que a decisão final sobre a permanência de Dorival estará nas mãos do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e nas do diretor-executivo de futebol Raí. Ambos, anteriormente, já haviam cobrado Dorival por resultados e evolução. A terceira derrota do time em três clássicos disputados na temporada pesa contra o treinador.

Assim que tudo for oficializado, André Jardine deixará o Sub-20 e assumirá o elenco profissional. A diretoria vai usar o prestigiado treinador da base como interino até encontrar o nome ideal para liderar o time desde o início do Campeonato Brasileiro. Em seguida, também há uma tendência de que Jardine seja promovido a comissão técnica e deixe, definitivamente, seu trabalho em Cotia.

Em entrevista coletiva, Dorival Júnior admitiu a campanha “vexatória” do São Paulo no torneio estadual. Com 14 pontos ganhos, o time se garantiu nas quartas de final, mas é apenas o oitavo mais bem classificado da primeira fase. Para efeito de comparação, tem pontuação mais baixa do que o Bragantino (13), terceiro colocado do Grupo A.

Dorival, contudo, ainda acredita ter o respaldo de seus superiores. “A pressão faz parte do dia a dia e do trabalho. Vou conviver ganhando ou perdendo. A pressão é semelhante estando na ponta da tabela ou brigando em outra condição. No momento mais importante do São Paulo, a diretoria confiou no meu trabalho. Estamos em uma sequência que infelizmente não nos dá chance de trabalhar o time. Sinto falta disso, mas tenho de conviver, porque não teremos respiro até a parada da Copa do Mundo”, afirmou.