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Fred parece estar no lugar certo, na hora certa: brilhou no jogo observado pela comissão de Tite justamente quando Fernandinho, concorrente por vaga na Copa, está lesionado. Mas nem sempre foi assim.

A seleção tem grandes jogadores neste setor, fazendo grandes campeonatos. A disputa está muito boa, na reta final para o Mundial. No Brasil, eu jogava mais adiantado. No Shakhtar, já atuei de primeiro, de segundo volante, já fui puxado muitas vezes para marcar. Posso jogar na posição de qualquer um deles. Casemiro, Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto.

A versatilidade é uma arma?

É um trunfo. É importante a seleção ter um jogador que atue em mais de uma posição em campo. Isso é muito bom para o treinador também, para que possa ter mais opções durante as partidas.

Mês passado você foi monitorado pela seleção. Como foi o contato com eles?

A comissão técnica do Tite (Fernando Lazaro e Matheus Baqui) esteve aqui para ver uns jogos na Liga dos Campeões. Foi ótimo, fiz uma boa partida, marquei um gol que veio na hora certa, com eles por perto me vendo.

Ir bem na Liga dos Campeões pode contar pontos?

A competição tem uma visibilidade muito grande. Mas independentemente disso, queremos fazer um grande jogo contra a Roma (as equipes vão se enfrentar na próxima terça-feira, na Itália. No jogo de ida, na Ucrânia, o Shakhtar Donetsk venceu por 2 a 1). Podemos fazer história no clube.

Jogar o primeiro jogo contra a Alemanha depois do 7 a 1 teria um gosto especial?

Aquele dia foi um dos piores não apenas do futebol, mas do esporte brasileiro. Foi difícil, mas já passou as circunstâncias são diferentes.

Você atua com o Bernard, que foi titular naquela partida. Acha que ele ficou marcado?

Não tem jeito, todo mundo lembra daquele jogo. Mas ele vem fazendo um grande ano, tenho certeza de que ele não ficou abalado com a derrota.