44b3c9f8 fe66 4dfb ad79 40fc6b1147d0 Dorival Júnior tem a missão de tirar o São Paulo da zona de rebaixamento (Foto: Maurício Rummens/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Dorival Júnior foi apresentado como técnico do São Paulo na segunda-feira com uma grande missão: tirar o Tricolor da incômoda vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com 11 pontos, na zona de rebaixamento.

E o novo comandante sabe como fazer o time reagir nesse momento. “Temos que tentar reorganizar emocionalmente para que o São Paulo responda mais positivamente”, disse Dorival em entrevista exclusiva a José Luiz Datena ao programa 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes.

“No primeiro momento tem que atacar um pouco mais, pois o São Paulo tem  um grupo em formação mesmo na metade do ano, dentro de um Campeonato Brasileiro tão difícil em andamento. Tem que  acelerar esse processo. Tem que estancar as saídas de jogadores. Isso cria uma dificuldade para criar a identidade. Temos que fazer uma equipe confiável rapidamente, tentar um reequilíbrio emocional e depois tentar um novo caminho dentro do São Paulo na competição”.

Para tentar reerguer o clube, o treinador tem o respaldo da diretoria de que o time não vai sofrer desmanche. “ A diretoria não tem interesse de se desfazer de mais ninguém, a não ser que algum clube europeu venha, pague a multa e o jogador queira ir. Daí não tem jeito”.

Dorival explicou que ultimamente o São Paulo perdeu muitos jogadores. “Na metade de fevereiro, quando enfrentamos o São Paulo, daquele time do último confronto com o Santos apenas três titulares que estavam permaneceram. Em cinco meses aconteceram mudanças muito bruscas”, destacou.

Pintado

Dorival Júnior fez questão de esclarecer de que não tem nenhum problema com Pintado, o ex-auxiliar técnico de Rogério Ceni e explicou que o ex-volante vai ter uma nova função no clube.

“Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Pintado, um companheiro de profissão que tem uma carreira brilhante no São Paulo. Agora ele vai desenvolver uma nova função que nós não temos. Ele vai fazer a ligação entre Cotia e o CT da Barra Funda”.

Neymar 

Dorival Júnior também lembrou do problema que teve com Neymar no Santos em setembro de 2010, quando o técnico não deixou o atacante bater o pênalti na vitória por 4 a 2 diante do Atlético-GO e ambos tiveram uma ríspida discussão, que acabou com a demissão do comandante posteriormente.

“Foi um momento importante sim e tenho a certeza que proporcionei um crescimento muito grande na formação do Neymar, até porque ele é um cara muito equilibrado pela pouca idade que tem e pela projeção que ele possui. Ele já era assim, sempre foi um cara muito família. Naquele momento teve um certo descontrole”, ressaltou. “Fico feliz de estar acompanhando o crescimento que ele teve, a projeção que ele alcançou mundialmente e o que ele tem a crescer e acrescentar ao futebol brasileiro e mundial”.