Thiago Davino - Minuto Esportes 57fa51d8 04c1 4db8 892e 127e9fc28c05 CSA

Pelo menos neste domingo (08), Alagoas é azul. Em um “Clássico das Multidões” digno das maiores equipes do Estado, o CSA venceu o CRB por 2 a 0, reverteu a vantagem e conquistou o título do Campeonato Alagoano após 10 anos, o 38º da sua história.

As duas equipes agora direcionam as suas atenções para o Campeonato Brasileiro a Série B. o CRB estreia na sexta-feira diante do Oeste no interior paulista, enquanto o CSA joga no sábado, no Estádio Rei Pelé diante do Goiás.

O JOGO

Bola rolando e a partida começou com as duas equipes tocando a bola rapidamente e buscando o ataque. Não demorou para surgir a primeira chance de gol do jogo. CSA no ataque, bola na área, Yuri tentou matar e a bola sobrou livre para Didira, que dominou e bateu forte, para defesa espetacular do goleiro João Carlos do CRB.

Era impossível não fazer comparações com o primeiro jogo, no qual as duas equipes pouco criaram em campo. O CSA seguia chegando na área do CRB e o goleiro João Carlos era quem segurava as pontas na defesa regatiana.

Mas, aos 18 minutos não teve como evitar. Em jogada rápida, Echeverria avançou e bateu cruzado, o goleiro regatiano espalmou e a bola sobrou para Didira, que encheu o pé e balançou as redes. Festa azulina no Rei Pelé.

Com a vitória por um gol de diferença, o CSA conseguia levar a partida para a decisão por pênaltis. Depois de sofrer o gol, o CRB resolveu apertar na marcação, o CSA também endureceu o jogo e a partida ganhou em faltas e cartões. O árbitro Wilton Pereira Sampaio precisou conter os ânimos.

 O final do primeiro tempo se aproximava e o CSA continuava melhor no jogo. Em mais uma chance do CSA, Daniel recebeu e escorou para Echeverria, que forte e no alto, para grande defesa do arqueiro regatiano.

Aos 44 minutos o time marujo foi novamente ao ataque, Rafinha cruzou na área, Didira furou e a bola sobrou nos pés do capitão Daniel Costa, que tocou colocado no cantinho esquerdo, sem chances para o goleiro João Carlos.

Foto: Gustavo Henrique/RCortez/Ascom-CSA

 

O primeiro tempo seguiu até os 48 minutos, mas o placar se manteve em 2 a 0 para o CSA sobre o CRB. Placar esse que daria o título ao time azulino ainda no tempo normal.

2º - TEMPO

Na volta para o segundo tempo, ficou clara a insatisfação do técnico Mazola Junior do CRB com a atuação do time. Por isso, o treinador promoveu duas mudanças, com Juninho Potiguar e Rafael Bastos nas vagas de Juliano e Leilson.

Precisando reverter a vantagem, o CRB pressionava e em menos de dez minutos de jogo, chegou por três vezes. Primeiro, Rafael Bastos ganhou disputa na linha de fundo e tocou para o meio da área, mas Xandão afastou o perigo. Logo em seguida, bola nos pés de Neto Baiano, que desequilibrado, mandou por cima do gol azulino e minutos depois, o camisa 9 recebeu sozinho na área, mas desviou de cabeça para fora.

Foto: Thiago Davino

O CRB mudou no começo para atacar e o CSA esperou os primeiros minutos para mudar, pensando em administrar o resultado e tentar surpreender o rival. Celsinho entrou no lugar de Echeverria e Dawhan na vaga de Didira.

Em 15 minutos de segundo tempo, o CRB seguia em busca do gol e o CSA tentava sair para o jogo, para evitar a pressão do time rival. Na primeira jogada de perigo, o CSA chegou, mas esbarrou na defesa adversária. O time regatiano por sua vez, continuava levando a sua torcida ao desespero. Bola na área, Neto baiano surgiu entre os zagueiros e testou no travessão.

 

 

O jogo era tenso. A equipe do CRB seguia pressionando, mas sem o mesmo ímpeto do começo da etapa, mesmo assim era perigoso. Por outro lado, a equipe alvirrubra deixava espaços, o CSA aproveitava mais para ganhar tempo, do que para tentar “matar” o jogo. Em duas oportunidades com Taiberson pela ponta esquerda, o atacante desperdiçou, mandando por cima do gol adversário.

Minutos finais de jogo. O CSA se defendia e o CRB apostava nas bolas aéreas. Em uma delas, cruzamento na área, Neto Baiano ganhou no alto e Cajuru espalmou e a bola seguia para o próprio gol, quando de bicicleta, Xandão tirou em cima da linha.

O árbitro Wilton Pereira Sampaio apontou seis minutos de acréscimo por conta das substituições e das paradas em campo. As duas torcidas não conseguiam comemorar, devido a carga de tensão. Neste momento do jogo, o CSA ficava com o título e o CRB precisava de um gol para levar a decisão para os pênaltis.

Nas últimas tentativas, o CRB mais uma vez chegou com o seu jogador mais perigoso. Bola na área, Boaventura tentou dominar e acabou deixando para Neto Baiano, que de perna direita, não pegou bem e mandou para fora.

Torcida, reservas e comissão técnica do CSA pediam o final da partida. Antes do apito, Daniel Costa ainda acabou expulso. Mas, apesar das tentativas do CRB, o jogo acabou mesmo com vitória por 2 a 0 do time marujo, campeão alagoano após 10 anos.