C299973b ec08 4da7 9119 783eb51b55a8 Wladimir vai se candidatar ao Conselho do Corinthians (Foto: Debora Castro/Portal da Band)

O ex-lateral esquerdo Wladimir foi ídolo do Corinthians dentro das quatro linhas. Fora delas, liderou, ao lado de Casagrande, Sócrates e Zenon,  a Democracia Corinthiana. No movimento, os jogadores tomavam decisões importantes sobre contratações, regras de concentração, consumo de bebidas alcoólicas em público e liberdade para expressar opiniões políticas. Isso tudo em plena ditadura militar. Mas atuação política do ex-jogador não acabou na década de 1980. E a arena volta a ser o mesmo Corinthians.

Sempre ligado ao Timão, Wladimir resolveu se candidatar ao conselho corintiano em uma chapa batizada como Lava Jato. A inspiração é clara: a operação que vem atormentando corruptos e prendendo alguns políticos de vários escalões do Brasil.

“A gente vai esclarecer todas as situações que por ventura estiverem no clube. Quem formalizou o grupo pensou em tirar o Corinthians a limpo”, disse em entrevista ao Portal da Band.

O ex-lateral pensa no futuro e sonha com voos mais altos. Tanto que não descarta a possibilidade de ser presidente do Timão. “Quem sabe? Se a gente constituir um grupo que tenha a mesma proposta, o mesmo discurso, não vejo dificuldades”.

Wladimir recentemente passou por uma situação constrangedora no Timão, ao ser barrado na Arena do Corinthians no jogo contra a Ponte Preta. “Eu fiquei indignado com isso”, relatou. Na ocasião, a equipe de segurança contratada pelo clube impediu a sua entrada, em caso tratado pelo próprio ídolo corintiano como um mero mal-entendido.

Ligado no efervescente momento da política brasileira, Wladimir opinou sobre a condenação do ex-presidente Lula, também corintiano. "Isso é fruto da caminhada dele enquanto político", analisou o ex-jogador, que apoiou o petista e é filiado ao PC do B.

O ex-lateral também falou sobre a liderança do Corinthians no Campeonato Brasileiro, mas destacou que ainda é muito cedo em comemorar o título. “O time tem que ser constante ao longo de todo o campeonato”, alerta o tetracampeão paulista nos anos de 1977, 79, 82 e 83. Todos com a camisa 6 do Timão.