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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerrou um dos processos em que o nadador americano Ryan Lochte responde após ter relatado ter sofrido um falso assalto, na companhia de mais três atletas americanos, durante os Jogos Olímpicos no ano passado. A polícia do Rio indiciou Lochte por falsa comunicação de crime.

Nesta quinta-feira (13), a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiu trancar a ação penal contra o nadador ao acatar pedido de habeas corpus da defesa do atleta.

Ryan Lochte e James Feigen foram acusados de falsa comunicação de crime. A defesa dos atletas alegou que a polícia agiu se baseando na entrevista que o atleta deu à NBC News e só ouviu Lochte no dia seguinte ao ocorrido.

Na decisão os desembargadores entenderam que "só ocorre crime de comunicação falsa de delito quando a polícia toma medidas a partir da narrativa da suposta vítima — não quando a história é registrada oficialmente depois de a autoridade já ter começado a agir".

De acordo com o Tribunal de Justiça, o nadador ainda responde a dois outros processos estão "apensados com vista" para o Ministério Público.

Após o episódio, o nadador foi suspenso por dez meses pelo Comitê Olímpico dos Estados Unidos e pela Federação Americana de Natação. Lochte, que detém 12 medalhas olímpicas, ficou impedido de participar de competições ao longo do período.

No dia 1º de julho, Lochte publicou em sua de suas contas nas redes sociais que o prazo da suspensão terminou e que ele se "tornou um homem melhor depois do que aconteceu".

Relembre o caso

A confusão envolvendo os nadadores começou quando Lochte e Feigen e outros dois nadadores, Gunnar Bentz e Jack Conger, contaram ter parado em um posto de gasolina na Barra da Tijuca, Zona Oeste, na saída de uma festa na Lagoa, Zona Sul, rumo à Vila Olímpica.

Em entrevista ao canal de TV "NBC News", o medalhista olímpico afirmou que ele e mais três nadadores foram roubados após saírem de táxi da festa. Segundo ele, o táxi foi parado por outro carro, onde estavam homens que se identificaram como policiais. "Eles mostraram suas armas, disseram para os outros nadadores deitarem no chão", contou.