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Apesar de ter nascido na pajuçara, Roberval deu seus primeiro passos no futebol jogando pelo CSA. Mesmo franzino, ele quando entrava em campo mostrava seu futebol agressivo, alegre e visando o bom espetáculo. Sempre foi um rapaz precavido e com ótimo relacionamento social. Preocupado com o futuro, se formou em Educação Física. Seu pai gostaria que Roberval fosse um engenheiro, mas como professor de educação física, ele está no seu ambiente. Sempre gostou doesporte e espera viver nele até seus últimos dias.

Roberval já disse que, no dia em que os dirigentes deixarem de atrapalhar o futebol, o jogo da bola poderá voltar a seus grandes dias. No seu tempo de jogador, nunca deixou os estudos de lado. O futebol é passageiro e ingrato. Quando se está bem, todas as portas se abrem para os jogadores. Quando se está mal, essas mesmas portas se fecham sem nenhuma cerimônia.

Uma das boas recordações que Roberval tem do futebol aconteceu em Jaú, cidade do interior paulista. Ele defendia o 15 de Jaú e fez um grande circulo de amizade que continuam fortes até os dias de hoje. Lá conheceu o treinador Cilinho, o maior técnico de futebol que viu trabalhar. Com Cilinho aprendeu muitas coisas que ele aplica desde do momento que começou a ser treinador também.

Como grande conhecedor do futebol, Roberval indicou alguns jogadores para a campanha do CRB em 1983. O próprio Roberval jogava no time regateano. Todos deram certos e o clube da pajuçara foi campeão. Na noite da conquista do titulo, os jogadores carregaram Roberval nos ombros na volta olímpica em agradecimento ao apoio que tiveram durante seu período no CRB.

Roberval sempre teve cara de menino, corpo de menino, mas é um dos mais respeitáveis desportistas do nosso esporte. É um técnico inteligente, objetivo, prático e criativo. Quebra galhos de muitos clubes, seja pequeno ou grande. É sua parcela de colaboração ao esporte. É sua demonstração de amor ao esporte, seja amador ou profissional.