Foto: Divulgação A0af353f 8281 404c b254 1792ed23580b Francisco Carlos do Nascimento

A Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba deram sequência a “Operação Cartola”, que tem como objetivo desbaratar o esquema da “Máfia do Apito” na Paraíba. Ao todo, 17 pessoas foram indiciadas e a investigação também concluiu que o árbitro alagoano, Francisco Carlos Nascimento, que teve conversas gravadas durante o processo, não tem qualquer ligação com a manipulação de resultados.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os envolvidos serão acusados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e crimes contra o futebol (Estatuto do Torcedor).

Estão envolvidos no caso, funcionários da Federação Paraibana de Futebol (FPF), da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol e do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF), que irão perder seus respectivos cargos.

A lista com os nomes foi divulgada e assim, inocentou o árbitro alagoano Francisco Carlos Nascimento, o “Chicão”, que teve conversas gravadas antes da decisão do Campeonato Paraibano deste ano, entre Campinense e Botafogo-PB.

Chicão durante polêmico jogo na Paraíba (Foto: Divulgação)

Apesar de casos recentes, a Polícia Civil e o Ministério Público acreditam que o esquema vem ocorrendo há 10 anos no futebol paraibano. Ao MinutoEsportes, o árbitro mostrou tranquilidade referente ao processo.

“Minha carreira é pautada pelo trabalho e por atitudes corretas dentro e fora de campo. Não poderia manchar a minha imagem e da arbitragem alagoana por algo desse tipo. Agora é levantar a cabeça e seguir em frente”, afirmou Chicão.

Após a confirmação da exclusão do nome do profissional alagoano entre os envolvidos, a Comissão de Árbitro da Federação Alagoana de Futebol, presidente pelo ex-árbitro, Charles Hebert, emitiu uma nota de esclarecimento.

NOTA

OPERAÇÃO CARTOLA -  NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Federação Alagoana de Futebol por meio da Comissão de Arbitragem CA-FAF, vem por meio desta, esclarecer e informar que a Operação Cartola realizada no estado da Paraíba teve seu relatório final concluído, com indiciamento de algumas pessoas, mas nessas "NÃO" estavam presentes nenhum profissional do nosso estado.

Desde o início, solicitamos que qualquer profissional do nosso quadro que fosse citado, que colaborasse e se colocasse a disposição das autoridades paraibanas. 

Vale ressaltar também, que em todos os momentos, demostramos a importância da operação, e da condução de todos os procedimentos realizados pelas autoridades de segurança daquele estado, no sentido de que todos os fatos fossem apurados e esclarecidos, como foram.

Portanto, continuaremos trabalhando forte em busca de uma arbitragem moderna e de qualidade, apoiando e confiando sempre em todos os integrantes do nosso quadro de árbitros, até que de forma oficial, possa vir ser provado o contrário.

 

Maceió, 21 de Junho de 2018.

 

CA-FAF

 

NOMES DOS ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO

 

  1. Amadeu Rodrigues da Silva Júnior
  2. Breno Morais Almeida
  3. Leonaldo dos Santos Silva
  4. Marinaldo Roberto de Barros
  5. José Renato Albuquerque Soares
  6. Severino José de Lemos
  7. Genildo Januário da Silva
  8. Adeilson Carmo Sales de Souza
  9. Antônio Carlos da Rocha
  10. Antônio Umbelino de Santana
  11. Eder Caxias Meneses
  12. Francisco de Assis da Costa Santiago
  13. João Bosco Sátiro da Nóbrega
  14. José Maria de Lucena Netto
  15. Tarcísio José de Souza
  16. Josiel Ferreira da Silva
  17. José Araújo da Penha