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"Acabou o caô, o Guerrero chegou". O atacante chegou, jogou, conquistou a torcida, fez gols e, agora, dá adeus ao Flamengo. Nesta sexta-feira, o contrato do peruano se encerra e, após três anos vestindo a camisa rubro-negra, ele se despede da Gávea com bem menos holofotes do que se era imaginado. Está rumo ao Internacional.

Contratado em meio de 2015, Guerrero chegou com bastante expectativa por parte dos torcedores e diretoria. Logo na estreia, contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, balançou a rede e ajudou na vitória por 2 a 1, fora de casa. De lá para cá, foram mais 42 gols em mais 111 partidas disputadas. Neste ano, marcou apenas um, contra a Chapecoense, pelo Brasileiro.

Para a sala de troféus da Gávea, o atacante peruano contribuiu na conquista do Campeonato Carioca do ano passado, tendo feito gol na final contra o Fluminense.

No ano passado, o jogador passou pelo, talvez, maior drama da carreira: foi pego em exame antidoping depois de uma partida entre Peru e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia, por conta de uma contaminação após utilizar um chá de coca. Ele chegou a ser suspenso por um ano e ficou longe dos gramados. Porém, em maio, conseguiu um efeito suspensivo e, esteve em alguns jogos do Rubro-Negro e também na Copa do Mundo. 

A incerteza quanto ao futuro do peruano no futebol fez a diretoria rubro-negra, na virada do ano, ir atrás de um centroavante, acertando com Henrique Dourado, que foi artilheiro do Brasileiro do ano passado, quando defendia o Fluminense.

Mesmo tendo permanecido inscrito pelo Flamengo na Libertadores, o camisa 9 nem sequer foi relacionado para a partida da última quarta-feira, contra o Cruzeiro, pelas oitavas de final. Momentos antes de a bola rolar, uma reunião selou a ida do jogador para o Internacional.

Pelo lado negativo nesta passagem pelo Flamengo, ele ficou fora do primeiro jogo da final da Copa do Brasil do ano passado, contra o Cruzeiro, por ter recebido o terceiro cartão amarelo após uma reclamação. Depois, ficou fora da final da Sul-Americana, contra o Independiente, da Argentina, já suspenso pelo doping.

Um outro ponto em que ficou devendo foi no clássico com o Vasco. Em nove confrontos, Guerrero não conseguiu balançar a rede em nenhum deles. 

No Internacional, Guerrero vai reencontrar o diretor-executivo Rodrigo Caetano, com quem trabalhou no Flamengo.