Zé Ricardo deixou claro, após o jogo contra o Corinthians, seu incômodo com as circunstâncias da derrota em Itaquera. Mas o gol irregular de Jô, embora tenha interrompido a ascensão do Vasco no Brasileiro, não escondeu os pontos positivos da atuação da equipe.

O treinador, aos poucos, consegue implantar sua filosofia de jogo no Cruz-maltino. Mesmo fora de casa, o Vasco não deixou a bola com o Corinthians e procurou controlar as ações, especialmente no primeiro tempo, quando teve 48% do tempo de posse, segundo dados do “Footstats”.

Sem se intimidar contra o líder do campeonato, o Vasco conseguiu manter sua média de 13 finalizações por partida.

— Fizemos grande partida, enalteço a dedicação dos atletas. Poderíamos e deveríamos ter saído com resultado melhor — disse Zé Ricardo.

Um ponto cobrado pelo treinador, e que ficou claro contra o Corinthians, foi o movimento constante do trio de meias Nenê, Mateus Vital e Wagner. Os dois últimos trocaram de lado durante a partida. Wagner, canhoto, saiu da direita para o lado esquerdo tentando aproveitar jogadas de linha de fundo. Nessas ocasiões, o destro Mateus invertia sua posição. Ambos também buscaram se aproximar de Nenê, que não ficou preso à faixa central.

A principal novidade de Zé, no entanto, pouco foi observada. Escalado como volante, o lateral Gilberto voltou a sentir dor na coxa e saiu aos 15 minutos. Ele será avaliado durante a semana para saber se joga contra o Sport, na próxima segunda.