Campanha de vacinação começa com expectativa de mudança de status sanitário

  • 30/03/2009 03:45
  • Saúde

Na próxima quarta-feira, dia 1º de abril, começa a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2009. Até o final do mês, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) espera que os cerca de 1,2 milhão de bovinos e bubalinos do estado sejam vacinados.

A campanha já começa com um clima de expectativa em torno da mudança de classificação de Alagoas quanto o risco à febre aftosa. Esta semana, auditores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) percorreram o Estado, avaliando o serviço de defesa agropecuária e o Programa Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

“Apesar da probabilidade de o resultado da auditoria só ser divulgado após a conclusão da campanha, esta etapa de vacinação será diferente pelo clima de expectativa de uma possível mudança de risco desconhecido para risco médio. Tanto técnicos quanto produtores estão esperançosos”, destaca Hibernon Cavalcante, diretor-presidente da Adeal.

Além da sede da Adeal, em Maceió, durante os cinco dias em que estiveram no Estado, a equipe de auditoria inspecionou as Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav’s) em Mata Grande, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, Penedo, Maribondo e São Luiz do Quitunde, a feira de gado de Dois Riachos, a barreira fixa da Serra das Pias e o Escritórios de Apoio à Comunidade de Murici e Flexeiras.

“A maioria dos itens abordados e questionados estava dentro das exigências. Fichas de movimentação, propriedades de risco nomeadas e georreferenciadas, kits de atendimento, mala de necropsia, diárias de funcionários, combustível e manutenção de veículos, além do nivelamento dos índices de cobertura vacinal nas últimas três etapas da campanha de vacinação, inclusive com números acima do exigido pelo Ministério da Agricultura. Podemos avaliar a auditoria na Ulsav como positiva, mas, para confirmar a expectativa, temos que esperar o relatório do Mapa”, afirma Marcos Alencar, chefe da Ulsav de Mata Grande, a primeira a ser auditada.

O clima de otimismo, no entanto, não pode abrir espaço ao descuido. “Ressaltamos aos produtores que apesar da auditoria ter sido feita e mesmo que a mudança de status se confirme, a vacinação, bem como a declaração, não podem deixar de ser realizadas. A perspectiva da Adeal é, não só manter os bons índices de cobertura vacinal como, também, aumentá-los”, enfatiza Hibernon.

Mais uma vez, o governo do Estado vai doar a vacina para pequenos produtores. Criadores familiares, quilombolas, assentados e indígenas que possuírem até 10 animais serão contemplados pelas 165 mil doses distribuídas.

Durante a campanha, que vai até o dia 30 de abril, sem prorrogação, o trânsito de bovinos e bubalinos fica restrito aos que já foram vacinados. “Os criadores devem também estar atentos aos prazos para essa movimentação. Os animais que receberem a 1° dose da vacina só poderão transitar 15 dias depois de vacinados. Os que receberem a 2° dose, 7 dias após a vacinação. A partir da 3° dose, os animais podem transitar a qualquer momento após a vacinação ”, explica o diretor da Adeal.

Em abril, a campanha de vacinação também acontece em outros cinco estados. Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima têm o mesmo calendário vacinal de Alagoas que, dentre estes estados, teve o maior número de animais vacinados na última etapa da campanha, em outubro de 2008 - 94,01%.

Pernambuco e Rio Grande do Norte, únicos do grupo a serem classificados como zona de risco médio, atingiram, respectivamente, 92,73% e 80,77%. Entre os que fazem parte da zona de risco desconhecido, os resultados foram 87,65% no Ceará, 77,36% na Paraíba e 80,38% em Roraima.