Crise desafia videogames a fisgarem atenção dos consumidores

  • 02/04/2009 13:20
  • Tecnologia
À medida que as pessoas cortam suas viagens e passeios, se voltam mais e mais ao entretenimento doméstico, o que oferece um estímulo ao setor de videogames, pressionado a manter o interesse dos usuários e derrotar a recessão.

O analista Toon van Beeck, da IbisWorld, uma empresa de pesquisa do setor, disse que a receita do mercado de videogames deve atingir os US$ 41,9 bilhões neste ano, ante os US$ 27,2 bilhões em 2004. Em 2008, mais de 37 milhões de consoles foram vendidos só nos Estados Unidos.

O novo relatório da IbisWorld afirma que a introdução do Wii, da Nintendo, ajudou a reforçar o setor ao mudar o padrão dos usuários, atraindo mais mulheres, que agora respondem por 38% do total de jogadores de videogames.

"As vendas sofreram o menor impacto da recessão mundial e não mostram sinais de desaceleração", diz Michael Cai, vice-presidente de pesquisa de videogames na Interpret. "A fim de manter esse ímpeto saudável de crescimento, no entanto, o setor precisa continuar a fornecer conteúdo atraente e experiências inovadoras, para competir pelo tempo e dinheiro que os consumidores dedicam ao entretenimento", acrescentou.

Cai prevê que os jogos usados e os jogos de baixo preço venham a representar maior proporção das vendas, em um ambiente econômico como o atual.

Segundo Billy Pidgeon, analista de videogames na consultoria IDC, a recessão claramente reduziria o consumo, mas os videogames oferecem forte valor de entretenimento e se saem bem como categoria, mesmo em meio à crise.

Que crise?

No final do ano passado, quando os efeitos da desaceleração econômica começaram a se fazer sentir, as vendas de videogames subiram internacionalmente. Nos Estados Unidos, elas registraram 19% de alta ante 2007, superando os US$ 21,3 bilhões, de acordo com o NPD Group.

Em janeiro e fevereiro deste ano, as vendas de videogames subiram 11% nos Estados Unidos, para US$ 2,81 bilhões, ainda de acordo com o NPD.