Maicosuel pediu para não receber salários até voltar a jogar no São Paulo (Foto: Mauricio Rummens/Estadão Conteúdo)

Maicosuel pediu para não receber salários do São Paulo até voltar a jogar. A solicitação feita há algumas semanas foi atendida pela diretoria. O jogador ficou constrangido e incomodado por não poder atuar mais logo após a estreia pelo Tricolor, contra o Vitória, no dia 8 de junho, no Morumbi.

Durante sua primeira partida, Maicosuel sentiu dores no adutor da coxa direita, ao fazer um movimento de finalização. Por isso, foi substituído no intervalo para não agravar o problema. Ele tem uma tendinite no local.

Após um exame isocinético, também foi detectado um desequilíbrio muscular e desde então Maicosuel faz um trabalho de reequilíbrio e fortalecimento. Esse déficit pode ter contribuído para o jogador ter sentido a dor. Mas o desequilíbrio, por si só, não o impediria de jogar.

Neste momento, Maicosuel sente bem menos dores para finalizar e a previsão interna é de que em breve ele volte a treinar no campo, mas não a ponte de ficar à disposição para o clássico de domingo, contra o Santos, na Vila Belmiro. O atleta de 31 anos faz todos os outros movimentos sem restrições no Reffis do CT da Barra Funda.

Na avaliação do departamento médico do clube, a escalação de Maicosuel não foi precipitada. Os exames não detectaram nenhuma lesão no jogador antes da contratação. O jogador viajou de Minas Gerais para São Paulo, foi avaliado, apresentado, treinou e se concentrou no dia 7 de junho, uma quarta-feira. No dia 8, quinta, foi titular e jogou por 45 minutos.

Além de não ter detectado lesão, o departamento médico o liberou clinicamente para jogar com base principalmente no seu histórico de jogos. O próprio jogador, inclusive, se disse bem para atuar.

Pelo Galo, ele fez sete partidas no mês de maio, jogou 90 minutos sem problemas contra o Paraná, no dia 1º de junho, e mais 20 minutos diante do Palmeiras, no dia 4. Portanto, quatro dias antes da estreia pelo São Paulo. Os profissionais do Tricolor também conversaram com médicos do Atlético-MG e receberam informação de que ele não tinha restrições.

O departamento médico do São Paulo poderia optar por colocar o atleta para treinar com poucas dores e sob medicação. Mas prefere fazer um trabalho de prevenção e recuperação completo antes de liberá-lo clinicamente para a comissão técnica. O jogador tem contrato até maio de 2020.