1347510056imagelarge Wesley Carvalho foi o técnico interino do Palmeiras (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

Ainda em Portugal antes de voltar ao Brasil para assumir o Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari conversou no sábado com o interino Wesley Carvalho sobre o duelo deste domingo contra o Paraná, pela 16ª rodada do Brasileirão. O clube alviverde venceu por 3 a 0, na manhã deste domingo, no Allianz Parque.

"Falei com ele no sábado. Ele perguntou se estava tudo bem, fazer o que meu coração estivesse mandando. Foi muito importante para estar tranquilo à frente do time contra o Paraná", disse Wesley, em coletiva após a vitória.

De acordo com o interino, Felipão já fez cobranças sobre eventuais situações de jogo. Apesar disso, evitou dar dicas e pediu para que Wesley seguisse sua intuição. "Falei para ele como estava pensando em jogar. Ele me perguntou o que faria se estivesse perdendo o jogo, que opções eu teria e expliquei. Ele disse 'não escute ninguém', 'confie na sua intuição'."

Wesley elogiou o novo treinador palmeirense - esperado no clube para o fim desta semana. "Ele é um ícone do futebol brasileiro. Estar perto dele representará algo muito transformador e agregador de experiências. Será fantástico. Estou muito feliz por isso estar acontecendo."

O interino falou sobre os primeiros contatos com integrantes da nova comissão técnica do Palmeiras. Auxiliares de Felipão, Paulo Turra e Carlos Pracidelli já acompanharam treinos na Academia de Futebol. "Os dois me deixaram muito à vontade para decidir. Me falaram como o Felipão gosta, mas pediram para eu fazer o que tinha em mente. Foi o que combinaram com o Felipão. Esperar ele chegar para ver como será o processo. Este contato inicial foi muito positivo."

Sobre a vitória diante dos paranaenses, Wesley destacou o bom resultado do Palmeiras falando de Bruno Henrique, autor de dois gols, e Artur, estreante como titular e ovacionado pela torcida quando substituído. "Bruno está colhendo os frutos que colheu. Ele é muito sério e, com o tripé formado por ele, Moisés e Scarpa, depois com Hyoran, tivemos bom equilíbrio de transição. Quanto ao Artur, optamos por ele para termos alguém que pudesse flutuar, mas que atacasse pelo canto, com velocidade."