3f0f3936 293a 4b58 bbfc d4c30f1d478c Orlando Rollo rebate José Carlos Peres (Ivan Storti)

Minutos depois do presidente José Carlos Peres desabafar no CT Rei Pelé, o vice Orlando Rollo concedeu entrevista coletiva em Santos para se defender.

Rollo rebateu Peres e diz que não participa do processo de impeachment nem tem planos para assumir o clube. O dirigente, porém, afirmou que estaria preparado para essa conjectura. A votação será feita entre os associados em assembleia no dia 29, na Vila Belmiro.

Orlando Rollo ainda garantiu que não tem apego ao poder e levantou a possibilidade de renunciar à presidência se José Carlos Peres for impedido. Se Peres continuar, ele também permanece.

“68% dos conselheiros aprovaram a continuidade do processo de impeachment. Peres teve 72 conselheiros favoráveis e 74 contra em outro. Gosto de citar porque a partir desse número, provo que os conselheiros indicados por mim na chapa votaram contra o impeachment por indicação direta minha. Nossa chapa elegeu 72. Peres teve 72 em um e 74 em outro. Ou seja, os conselheiros que eu indiquei, por orientação minha, votaram contra o impeachment. Nenhum conselheiro ligado a mim assinou processo de impeachment. Diversos grupos nos apoiaram e todas as chapas votaram a favor do impeachment. Alguns da chapa votaram a favor do impeachment, mas não tenho poder sobre eles. Virei vilão da vida do presidente, culpado por todas as mazelas, e ele orientado pela equipe de marketing que ele contratou colocou e está embutindo na cabeça de todos que dia 29 será uma assembleia geral que decide entre os presidentes Orlando Rollo e José Carlos Peres. Não sou candidato e não estou sendo julgado. Julgado é ele por infringir o estatuto. Não tenho apego nenhum ao poder. Conversei com a minha base de conselheiros, meus aliados, e tomarei a seguinte posição: Se Peres sofrer o impeachment, eu vou conversar com as forças vivas do clube, as maiores lideranças expressivas de todos os grupos, ex-presidentes do clube e do conselho, e vamos avaliar em conjunto de maneira democrática o melhor para pacificar o Santos. Se for o melhor, eu renuncio. Se for o melhor, assim o farei. Está gravado. Santos Futebol Clube está acima de tudo e todos. Esse é um breve relato do que aconteceu nos últimos dias”, disse Rollo.

“Não posso trair quem confiou em mim. Tivemos maior votação da história do clube e ele não foi eleito sozinho. Foi eleito comigo e coalizão de diversas correntes. Não posso virar as costas. Vou continuar no Comitê de Gestão, indo nas reuniões e apoiando o Peres quando necessário”, completou.

Por fim, Orlando Rollo disse que diminuiu a nota para a gestão de Peres. Antes, em entrevista ao Lance, a classificação foi 2.

“Quando dei nota 2 para a gestão, ainda arredondei para cima. Fui muito generoso na nota. Hoje eu não daria meio. Talvez ele não zerasse por causa do Cuca, que diga-se de passagem a gente insistiu, e nosso marketing que começou a engrenar. Naquela oportunidade, não me licenciei, fiz um requerimento com consulta à Comissão de Estatuto, perguntando de que forma eu deveria me licenciar porque estatuto é omisso nesses casos. Resposta não me satisfez. Por isso que eu não pedi a licença”, concluiu.