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O Flamengo terminou o jogo com o Corinthians com Dourado e Lincoln na frente. Postura da qual Barbieri lançou mão algumas vezes, sobretudo no fim das partidas. Para começar com dois centroavantes, seria necessário tirar um dos atacantes que jogam na ponta. E hoje, sobraria para Vitinho, que ainda não engrenou.

O treinador entende que o time tem produzido bem no ataque com a formação atual. E não viu o Flamengo pouco agressivo, mas sim pouco eficiente.

- Finalizamos bola dentro da área. Não faltou agressividade, pelo contrário. Mas não adianta buscar de qualquer jeito - alertou Barbieri, com boa impressão do trabalho de controle do jogo feito pelos meias.

Barbieri já testou, além do revezamento no ataque, Vitinho como falso nove. O atacante, aliás, chegou a 13 jogos sem ainda exibir uma grande atuação. Contratado por quase R$ 50 milhões e apresentado no gramado do Maracanã, o jogador saiu sob fortes vaias para a entrada de Lincoln contra o Corinthians.

Sua participação até aqui tem sido mais parecida com a de um meia do que com a de um centroavante. Longe de criar situações agudas como fazia Vinicius Junior, Vitinho aparece como um dos principais chutadores de meia distância do Flamengo, e ultrapassou os centroavantes no quesito, ficando exatamente atrás dos três meias.

Por isso, em algumas situações Barbieri usou Marlos Moreno aberto. O colombiano se recupera de uma pancada nas costas e não tem volta garantida contra o Vasco. Quem pode ser relacionado novamente para dar profundidade ao time é Berrío, já recuperado.

Paquetá adiantado

Depois de tentar mexer no ataque do Flamengo com Vitinho como falso centroavante, o técnico Maurício Barbieri não descartou outra alternativa: utilizar Lucas Paquetá mais adiantado. Não no ataque, mas como meia mais perto da área. Melhor finalizador do Flamengo, o camisa 11 é hoje responsável pela transição do jogo e costuma recuar para buscar a bola.

— Todos os meias têm tido bom desempenho. A possibilidade de usar o Paquetá mais à frente é real, mas vai depender das condições do jogo e do adversário — disse.

Hoje, o Flamengo não tem no elenco um meia com capacidade de infiltração na área. Tanto que Arão voltou a ser usado justamente por essa característica, e foi bem.

Para modificar o esquema, com dois volantes e Paquetá adiantado, sobraria novamente para Vitinho como falso centroavante ou no banco. Já que dificilmente o treinador barraria Diego e Everton Ribeiro, os pilares do time.

A utilização de dois centroavantes de área ficou definida apenas como um recurso para momentos dos jogos. Contra o Corinthians retrancado, foi usado, mas não deu certo.