A4d9f424 85eb 4afa 8862 1e637c435dda Dedé questionou o árbitro e pediu para o Cruzeiro “correr atrás da situação” (Foto: Eitan Abramovich/AFP)

O zagueiro Dedé chegou a zona mista. Ao invés de explicar sobre a derrota e os problemas táticos do Cruzeiro na derrota por 2 a 0 para o Boca Juniors, na noite desta quarta-feira, o atleta falou sobre sua expulsão. O defensor não entendeu, se mostrou perplexo e triste.

“Tentei socorrer, parar o jogo, nem me preocupei com contra-ataque. Eu não senti dor na cabeça, eu estava com a cabeça baixa. A gente fica preocupado é que com toda tecnologia, tantos lances de cabeça, o juiz expulsar, deixar nosso time comprometido, um campeonato difícil”, destacou o defensor.

Dedé questionou a decisão do árbitro e disse que não existe alguém entrar na maldade em outro atleta com a cabeça.

“Ele falou que eu bati a cabeça no cara, eu achei que ele tinha falado que eu dei uma cotovelada, fiquei na dúvida. Como eu vou ter maldade com a cabeça? O árbitro comprometeu muito, prejudicou nossa equipe. Não tiro os méritos do Boca, mas nosso time estava crescendo no jogo, ele fez. Facilitou a vitória para o Boca. Até os jogadores do Boca ficaram assustados, eles mesmo não entenderam, perguntaram o que tinha acontecido”, acrescentou.

A última vez que Dedé foi expulso foi em um clássico contra o Flamengo, ainda em 2010. O jogador ostenta a condição de ser um dos menos faltosos em sua posição e reforça que não é desleal. O defensor lamenta a situação.

“Tem que rever a situação. Eu não fui na maldade. Peço desculpas de coração ao goleiro, não vi, tentei falar com ele, mas ele estava atordoado. Quero expressar minha solidariedade, eu não sou maldoso. O Cruzeiro vai correr atrás desta situação. Desde 2010 não sou expulso, sou um jogador que menos faz falta. Se ele tivesse me dado amarelo já estaria errado demais. Estou muito chateado”, finalizou.