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O técnico Diego Aguirre admitiu estar preocupado com o momento pelo qual passa o time do São Paulo, que apenas empatou por 1 a 1 com o América-MG, no sábado à tarde, no Morumbi. O time, que soma 51 pontos, pode perder neste domingo a liderança do Brasileirão para o Internacional, que tem 49 e enfrenta o Corinthians, em Itaquera.

"Obviamente vejo com preocupação, porque, se nós temos um objetivo importante, jogando como hoje será difícil. Temos que rapidamente recuperar o nível e voltar às vitórias. Tem muito pela frente, mas temos que jogar melhor, como fizemos em outras oportunidades", afirmou o técnico uruguaio.

Sem inspiração, o time não ficou mais ofensivo nem com a entrada de Régis e Tréllez durante o segundo tempo. "O time não funcionou, não foram as substituições que não funcionaram, se não as análises ficam muito limitadas aos jogadores que entraram. Hoje não fizemos um bom jogo, o time não funcionou como deveria, não teve a agressividade que costuma ter, não soube fazer outro gol que nos daria tranquilidade. O América encontrou uma bola, empatou o jogo", afirmou Aguirre.

O São Paulo somou apenas dez dos 21 pontos possíveis no returno. Nos sete jogos disputados, o time não fez mais de um gol em cada 90 minutos jogados. O técnico tentou explicar a falta de gols. "Podem ser algumas ausências, o time esteve um pouco desentrosado, não funcionamos como poderíamos. E também pelos rivais, que se fecham, não dão chances ao nosso ataque."

Aguirre revelou que os jogadores ficaram frustrados com o mau resultado e entendeu as vaias dos quase 48 mil torcedores presentes ao Morumbi ao final do jogo. "Os jogadores também se sentiram frustrados. Quando as coisas não vão bem todos no São Paulo ficam frustrados. Temos que trabalhar, ganhar o próximo jogo e fazer voltar a alegria. São coisas que lamentavelmente acontecem. Hoje não fizemos um bom jogo e todo mundo ficou com uma sensação de tristeza."

O treinador afirmou que não pensa nos jogos futuros. Prefere se concentrar no seguinte. "Eu tento não pensar muito na sequência, trato de focar no próximo jogo, mas os jogos são cada vez mais decisivos. O tempo vai acabando, cada vez tem menos rodadas pela frente e tem jogos que são importantíssimos, mas o mais importante é o próximo. Não se pode pensar em Inter, Palmeiras ou ninguém que vem depois. Temos que pensar no próximo e no que temos que melhorar, em voltar a mostrar nosso potencial no campo."

Na próxima rodada, o time tricolor visita o Botafogo, no Rio, e depois terá o clássico com o Palmeiras, no Morumbi, e a "decisão" com o Internacional, em Porto Alegre.