Thiago Davino - Minuto Esportes Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true CSA

A campanha do CSA foi construída dentro e fora de campo, por isso, vários personagens podem ser apontados como fundamentais na campanha vitoriosa que garantiu o acesso à primeira divisão do futebol nacional.

O MinutoEsportes escolheu os presidentes executivo, Rafael Tenório e do conselho deliberativo, Raimundo Tavares, o superindentende de futebol Fabiano Melo, o técnico Marcelo Cabo e os meias Daniel Costa e Didira, como destaques da campanha.

Antes de assumir como presidente em 2015, o empresário já havia passado por ouros cargos no clubes, mas sem a mesma efetividade e poder de decisão. A visão administradora conseguiu organizar o clube e coloca-lo em outro patamar.

“Quando nós assumimos o clube em 2015, com todo respeito aos que passaram, não tínhamos praticamente nada. Time sem calendário, sem estrutura física, torcida com autoestima baixa. Precisávamos mudar e isso não foi fácil. Eu sei da minha parcela de contribuição, mas estamos aqui hoje, porque muitas pessoas compraram a nossa ideia. O resultado do trabalho é esse”, afirmou.

Rafael Tenório (Foto: Thiago Davino)

 

Experiente no futebol, Raimundo Tavares dividiu as principais decisões com Rafael Tenório e muitas vezes “segurou” a pancada quando necessário. “Hoje nós temos o prazer e o direito de comemorar, porque para chegar aqui, foi uma luta. Dias muito tristes, que a gente achava que não conseguiria alcançar os objetivos, pensava em deixar tudo, mas fomos persistentes. Sem qualquer tipo de hipocrisia, o CSA está onde está, pelo trabalho conjunto. Literalmente a união fez a força”, completou.

Raimundo Tavares (Foto: Thiago Davino)

 

Outro membro da diretoria, que fala pouco, mas age muito e tem a confiança de todos é o superintendente de futebol Fabiano Melo, que chegou no clube em 2014, quando a situação era crítica e foi convidado a continuar na gestão de Rafael Tenório e Raimundo Tavares.

“Estou aqui desde o momento em que não tínhamos calendário, não tínhamos nada. Foram anos de muito trabalho, sofrimento, tristes e que aos poucos foram mudando para alegrias. Os títulos que conquistamos não são resultados do acaso não. É fruto de esforço, de planejamento. Chegar numa decisão nacional como em 2016 na Série D era inimaginável. Veio 2017 fomos campeões da Série C, 2018 campeões Alagoanos e agora esse acesso. Não é sorte não, é trabalho”, avaliou.

Fabiano Melo (Foto: Thiago Davino)

 

Dentro de campo, vários jogadores tiveram suas parcelas de contribuição, mas dois em especial, que vieram de outras campanhas, merecem ser lembrados. O maestro Daniel Costa iniciou sua trajetória em 2014 e voltou nesse novo projeto. Viveu altos e baixos, mas goza de confiança no clube.

“Lembro que quando cheguei aqui, o clube era alvo de chacota de rivais. Hoje vivemos uma realidade diferente. Uma realidade que nós construímos e devemos manter”, afirmou.

Daniel Costa (Foto: Thiago Davino)

 

Único alagoano do elenco, Didira não foi criado no Mutange, veio de Arapiraca, do ASA, mas conquistou a torcida azulina, pelo trabalho, dedicação, esforço, que foram reconhecidos, uma vez que o jogador foi o melhor do time na Série B.

“Eu vivi altos e baixos nos últimos anos. Parecia que nada encaixava bem, mas decidi mudar a minha vida, acreditei mais em Deus, me apoiei na minha família. Mudei a forma de pensar, de jogar e o resultado está aí. Agradeço ao clube pela oportunidade, aos meus companheiros pela parceria e a torcida. Esse acesso é para essa nação”, disse.

Didira (Foto: Thiago Davino)

 

Por fim e não menos importante, o responsável por colocar todos esses sonhos em prática. Marcelo Cabo chegou conciliar trabalho e relação entre diretoria, jogadores e torcida, mas lembra que o início não foi fácil.

“Agradecer a Deus por ter me capacitado para chegar aqui e fazer junto com todos dirigentes, funcionários, jogadores, torcedores. Passei por sérios problemas antes de chegar aqui, fui humilhado, minha família também. Mas a palavra diz que os humilhados serão exaltados. Falando do jogo, a gente sabia que seria difícil, o Juventude iria brigar bastante, o campo estava pesado, mas o time se comportou bem, as mudanças surtiram efeito e graças a Deus deu tudo certo. Sobre a competição, fomos criando metas aos poucos. Nossa maior meta era da permanência. O acesso seria algo para cinco anos. Mas nós fizemos o nosso papel, nos superamos e conseguimos essa conquista fantástico”, concluiu.

Marcelo Cabo (Foto: Ascom-CSA)