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Principal nome do Brasil na categoria pesado do Mas-wrestling, Ricardo Nort disputou na última semana o Campeonato Mundial Absoluto. O esporte, de origem russa, faz parte do World Nomad Games, uma espécie de Olimpíada praticada pelos povos nômades, que conta com outras curiosas modalidades, entre elas luta livre a cavalo e falconismo.

Este ano, a competição aconteceu na Arábia Saudita, no deserto, durante o King Abdulaziz Camel, um mega festival de corridas, exposições e desfiles de camelos que acontece anualmente no país.

Entre os 41 competidores de diferentes países e de todos os continentes, o brasileiro terminou na 7ª posição. “Minha participação no campeonato foi dentro do que eu esperava, acho que lutei bem e tive pequenas evoluções técnicas, mas não estava preparado para aquele clima inóspito do deserto. Talvez o fato de estar com 45 anos de idade também tenha pesado um pouco, até porque a minha recuperação já não é tão rápida e a média dos atletas que competiram comigo é de 25 a 30 anos. Outro fator desgastante é a viagem, que são sempre para países do Oriente. Eu tenho 1,92m e 147kg, fico sempre muito apertado nas poltronas e sem conseguir me mexer muito bem por quase 20 horas. Já chego bastante cansado”, contou o lutador, que no último Mundial, disputado na Sibéria, conquistou a medalha de bronze na categoria acima dos 125kg.

Apesar de todas as adversidades, Ricardo Nort valorizou seu desempenho na competição. “No geral fiquei satisfeito, venci minhas três primeiras lutas e acabei perdendo para o campeão Oleg Silka, da Ucrânia, que é um grande atleta. Disputei a repescagem lesionado e mesmo assim consegui vencer mais uma luta, mas infelizmente acabei sendo eliminado na sequência. Pelas condições e por todas as dificuldades, a 7ª colocação foi uma vitória para mim”, destacou o atleta que, até as quartas de final, venceu Muradyan Hovsep (Armênia), Zhan Mathene (Nova Zelândia) e Manuel Ângulo (Chile).

De volta ao Brasil, Nort relatou como foi sua experiência na Arábia Saudita. “É um país bem diferente de tudo que já tinha visto, que respeita muito suas culturas e tradições. Eles tem, por exemplo, as leis islâmicas mais radicais do mundo. Normalmente, no Mas-wrestling, os atletas lutam sem camisa e de shorts, mas lá, fizeram especialmente para nós camisas e uma bermuda abaixo do joelho. Realmente é tudo bem diferente do que estamos acostumados, mas foi uma experiência muito interessante” concluiu.