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O número de praticantes de atividades esportivas tem crescido de forma vertiginosa, para diversas modalidades. Mas assim como o número de adeptos e a diversidade de modalidades, há também os excessos e consequentemente as lesões. O CadaMinuto Press entrevistou a fisioterapeuta, especializada na área esportiva, Monique Oliveira, que mostra um cenário em que os atletas profissionais ou amadores precisam prevenir antes de remediar.

Aos poucos o conceito tem mudado, mas os praticantes ainda procuram a fisioterapia esportiva apenas no momento das lesões, como explica a profissional.

“Na maioria dos casos os pacientes procuram vir ao consultório para se tratar de uma lesão já instalada, mas também existe a procura da fisioterapia preventiva, que visa identificar e diminuir as disfunções biomecânica ou diminuir sobrecargas de treinos com liberações miofasciais”, avaliou Monique que ainda reforçou a necessidade de prevenção por parte dos atleta.

“Grande parte dos atletas já criaram consciência dos benefícios que a fisioterapia preventiva traz. Com isso, conseguimos diminuir o número de lesões ocorrentes e até ganho de rendimento, quando são feitas correções biomecânica certeiras”, disse.

No caso das lesões, tão comuns em praticantes de atividades físicas e esportivas, Monique Oliveira aponta quais os principais problemas registrados nos atletas.

“As lesões mais comuns são: síndrome do estresse tibial medial (canelite), entorse de tornozelo e lesões de joelho em geral”, contou.

QUANDO O PROFISSIONAL CONHECE DA DOR

 

Nada melhor do que conhecer de fato o outro lado da moeda. Monique Oliveira além de profissional da fisioterapia é uma praticante de atividades físicas e esportivas, tendo participado de corridas de rua, ultramaratona e provas de triathlon como o IronMan 70.3 Alagoas. Até por isso, sabe bem o que é a vida de um atleta.

“Acredito que todo fisioterapeuta que trabalha na área esportiva precisa conhecer o esporte que seu atleta participa. O fato de ser triatleta me ajuda muito a identificar disfunções e montar um planejamento de tratamento  específico em atletas de natação, ciclismo e corrida. Além disso, estudo muito sobre outros esportes para oferecer a mesma qualidade de atendimento nos demais pacientes”, contou.

Por sinal, Monique lembra que os praticantes da sua modalidade são os que mais procuram. “Triatletas e corredores de rua são bem presentes no meu dia a dia de atendimento, mas os atendimentos não se resumem a área esportiva. Também tenho muitos pacientes com problemas traumato ortopédicos que são considerados sedentários”, explicou.

Grande exemplo de outras modalidades que procuram a fisioterapia esportiva é o atleta amador de jiu-jitsu, Marcos Vinicius Sandes. Há meses se preparando para o Brasileiro da modalidade, no início deste mês em São Paulo, sofreu uma lesão muscular que ameaçou a sua participação.

A partir daí, procurou o consultório da Dra Monique Oliveira e conseguiu minimizar os efeitos do problema num curto espaço de tempo. “Todo praticante de jiu-jitsu tem um sonho de participar e lutar em um grande evento, comigo não foi diferente me preparei e me organizei para lutar o campeonato Brasileiro de jiu-jitsu organizado pela CBJJ na cidade de Barueri-SP, mas a menos de um mês do campeonato sofri uma lesão no treino, tive uma ruptura parcial no adutor que foi um balde de água fria no meu sonho. Mas foi aí que entrou a contribuição fundamental da fisioterapeuta Monique Oliveira, que me avaliou e  correu contra o tempo para me deixar em condições de lutar. A importância do acompanhamento da recuperação da lesão com a Monique nesse curto período me deixou apto a realizar esse sonho e lutar no campeonato”, concluiu.