: Marco Galvão/FotoArena/Estadão Conteúdo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O atacante Everaldo foi apresentado nesta sexta-feira no CT Joaquim Grava, em São Paulo. O 14.º reforço da temporada já está regularizado pelo Corinthians e pode ser relacionado para o clássico contra o São Paulo, neste domingo, às 19 horas, na Arena Corinthians, na capital paulista, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

"Seria um presente maravilhoso estrear, faço aniversário dia 28. Seria uma alegria imensa. Vou trabalhar bastante para que, se isso acontecer, eu possa estar bem preparado e ajudar", disse o jogador prestes a completar 25 anos.

Everaldo estava no Fluminense e foi anunciado pelo Corinthians na última quarta-feira após o clube alvinegro pagar R$ 2,5 milhões por 50% dos direitos dele que pertenciam ao Velo Clube, time do interior paulista. O atacante esteve na quinta na Arena Corinthians e comentou sobre as primeiras impressões de ser atleta do clube.

"A ficha caiu só quando estava vendo o jogo. Chegar no estádio e ver a torcida me deixou bastante ansioso. Pensei em quando pisaria no gramado para fazer o primeiro jogo. Passou um filme. A torcida do Corinthians é diferente. Estou muito ansioso para sentir o calor deles, muito ansioso por esse momento", declarou.

Contratado a pedido do técnico Fábio Carille, o jogador tem características semelhantes a de Clayson, um atleta de velocidade e que busca o drible pelos lados do campo. Ele chega para disputar apenas o Brasileirão, pois já entrou em campo pelo Fluminense na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana.

"Disputar só uma competição pode atrapalhar no entrosamento. Quanto mais jogos, melhor para ganhar entrosamento e conhecer os companheiros. Vão ter vários jogos, várias rodadas. Conhecer tudo mundo bem, entrosar legal. Nos treinamentos também. Vou ganhar tempo para me adaptar", disse.

Apesar da pouca idade, o Corinthians será o sétimo clube na carreira do atleta, que já havia passado por América-PE, Boa, Mogi Mirim, Serra Talhada-PE, Velo Clube e São Bento, além do Fluminense. Nesse período, ele contou que pensou várias vezes em parar pelas dificuldades enfrentadas. "Foram dificuldades em clubes que não tinham a estrutura que tem aqui. Às vezes, a gente desanimava por dormir no chão e treinar cheio de dor no outro dia. Questão de alimentação. Não ter condições. Por coisas erradas que a gente vê no futebol. Isso me desanimava bastante", comentou.

"Tudo aconteceu muito rápido. Tenho gratidão enorme pelo meu pai. Nunca me deixou desistir. Sempre esteve comigo, nas vezes que pensei em parar ou desistir, ele que me dava forças. Sou muito grato. Se estou aqui hoje, ele é um dos responsáveis. Primeiro Deus, mas meu pai foi um dos responsáveis", prosseguiu.