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A manhã desta quarta-feira (12) foi marcada pela integração entre as unidades de internação que compõem o Sistema Socioeducativo de Alagoas. Isso porque a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) promoveu a final do campeonato masculino de futebol entre os times que disputaram o torneio.

A grande final foi disputada por adolescentes das Unidades de Internação Masculina (UIM) e Kerigma, que fica localizada no bairro da Santa Amélia.

Em jogo disputado, os socioeducandos da UIM abriram o placar no primeiro tempo, mas acabaram derrotados pelos adolescentes da Kerigma após dois gols do interno M.D. de 15 anos.

Ao todo, 70 garotos entre 13 e 17 anos que cumprem medidas socioeducativas participaram do campeonato que durou cinco semanas e envolveu toda a equipe pedagógica e recreativa da Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese) da Seprev.

Após o final da partida, o secretário executivo de Coordenação das Políticas de Prevenção à Violência, Erivaldo Teixeira, cumprimentou os socioeducandos e distribuiu os troféus e as medalhas para as duas equipes que chegaram à final.

“Acredito que um evento como esse tem um grande papel na socioeducação desses jovens, uma vez que trabalha para além da recreação, os aspectos que envolvem a disciplina e a força de vontade para vencer os obstáculos sempre com paciência e esforço”, falou Teixeira.

Para a superintendente de Medidas Socioeducativas, Denise Paranhos, além de proporcionar uma manhã diferente aos internos, o campeonato também cumpre seu papel no que se refere à socialização.

“O futebol é uma paixão da maioria dos brasileiros e pensamos em utilizar essa ferramenta para integrá-los cada vez mais, na perspectiva que o convívio durante a passagem por aqui possa fazê-los refletir sobre a vida da melhor forma possível e reintegrá-los ao mundo lá fora”, disse.

Autor de dois gols, o adolescente M.D, ressaltou o papel do esporte para a socialização com os outros internos e o empenho da equipe técnica para apresentar o campeonato num padrão profissional.

“Eu que já joguei em um time de futebol de Maceió e sempre gostei de todo tipo de esporte, vejo esse campeonato como essencial para a gente entrar em contato, interagir no gramado com outros meninos e conviver bem com todos não só aqui, mas quando a gente sair para voltar a nossa família. Todo o time sentiu como se tivesse numa verdadeira final de futebol profissional com os uniformes, bolas e até árbitro para apitar o jogo”, destacou.