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A vida do pequeno Eduardo está atrelada a dois momentos: os problemas vivídos na infância e o amor ao Flamengo. Aos 10 anos, o menino ganhou popularidade nas redes sociais após fazer campanha por uma prótese para o seu braço esquerdo, amputado em dezembro de 2018. A ação ganhou repercussão, chegou ao elenco rubro-negro e até Rodrigo Caio se solidarizou com a causa.

Eduardo sofreu o acidente no dia 10 de dezembro do ano passado, quando viajou com a família até Maceió, em Alagoas. Já fazia cinco anos que o menino não via o seu avô, e a sua mãe, Rosana, de 31 anos, o levou ao encontro. Durante uma brincadeira, Dudu, como é conhecido, pegou a bicicleta escondido e sofreu acidente caindo em cima de uma pedra, quebrando o braço na altura do cotovelo.

Levado para o hospital, o raio-x detectou uma fratura grave e, durante a cirurgia, teve uma parada cardíaca. Foi quando os médicos perceberam que Eduardo havia rompido algumas artérias. Na UTI, realizou procedimentos e outras duas cirurgiras até a necrose no local obrigar pela amputação. Então, a busca pela prótese começou, e dona Rosana conta que tentou uma vaquina on-line, mas sem sucesso.

- Fiz uma vaquina on-line, tinha aberto a conta para ele e para os familiares, mas não rolou. Minha familia não é muito grande, ninguém tem muitas condições, fiquei pensando em como poderia arrecadar dinehrio. Muitas pessoas não acreditam porque tem gente de má fé, de gente que se aproveita para ganhar dinheiro. Criei um Instagram para estar divulgando esse pedido de prótese - conta a mãe.

Então, o Flamengo entrou na história. Rubro-Negro, vestiu o uniforme e gravou um vídeo pedindo pela prótese. A torcida do Flamengo se mobilizou e marcou os atletas do elenco na publicação. Rodrigo Caio foi um dos que ficou ciente e entrou em contato com pessoas próximas da família. O zagueiro se colocou à disposição para ajudar e prometeu uma camisa autografada do elenco.

- Vou pegar uma camisa minha, vou pedir para o pessoal todo autografar e te entrego para ajudarmos esse menino - disse Rodrigo Caio, em mensagem enviada.

A família buscou protéses convencionais, mas não obteve sucesso. Na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), não encontrou modelos funcionais espeficos para a sua amputação. Em outras clínicas, o orçamento era alto devido a encessidade de importação de peças. Estima-se que um gasto de R$ 100 mil, no mínimo, seria necessário. Desempragada, dona Rosana não tem condições de arcar com os custos.

Atualmente, a família mora em Carapicuíba (SP), há 16 anos. Dudu torce pelo Flamengo assim como todo mundo na casa e a maioria da família. Além da amputação, o menino também tem autismo, o que dificulta ainda mais o seu aprendizado.