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Com a estreia vitoriosa no Cruzeiro, Rogério Ceni foi o centro das atenções após o triunfo sobre o Santos, por 2 a 0, neste domingo(18), no Mineirão. Todos queriam saber das impressões do treinador acerca do seu início de trabalho, como foram as mudanças promovidas. Ou seja: o cruzeirense queria ouvir Ceni.

"Foi no domingo que decidi desfazer a dupla Henrique e Ariel Cabral, durante o jogo Avaí x Cruzeiro, quando estava assistindo. Adoro Ariel e Henrique, mas acho que um ao lado do outro é uma dupla com características parecidas, que dificilmente vão dar proximidade. Ora um, ora outro, em tese vai jogar. Pode acontecer de jogarem juntos, mas achei que a mudança podia ser a partir daí. O Robinho é um jogador que vejo muito pra essa posição de segundo volante. Vai treinar mais e pode fazer essa função. Durante o treinamento eu vi que o Dodô trabalha bem com as duas pernas, tem força. Também fiquei na dúvida, ele também. Resolvemos tentar. Foram 20 e poucos minutos nessa função. Depois faremos uma análise melhor. Egídio me parece um jogador de mais profundidade, o Dodô lida melhor que a bola. Vamos aguardar pra ver (quem joga de segundo volante) de acordo com o jogo", disse Rogério Ceni.

"Eu joguei muitas vezes contra o Thiago Neves. Sei da capacidade dele de decidir jogos. Quando está próximo ao gol, ele faz a diferença. Sabe armar, sabe vir pra trás, sabe deixar o colega na cara do gol. Só disse que eu preciso dele, o Cruzeiro precisa dele pra sair desse momento. Ele vai carregar esse peso e essa cobrança sempre, mas só carregam essa cobrança os diferentes. Se ele tiver com a cabeça boa e centrada, vai sempre fazer a diferença. Sobre o esquema, tentei colocar mais velocidade, mantendo o jogador de armação, e pelo desenrolar do jogo colocamos o jogador de referência, o Fred. Joguei muito tempo no gol, ficava lá atrás, sozinho, hoje quero ver um time que faz gols, mais próximo do gol. Eles compreenderam. Os grandes protagonistas foram os atletas", elogiou.

O Cruzeiro voltou a arriscar arremates ao gol. Foram 20 finalizações contra três da equipe santista. Esse número indica uma postura mais agressiva no ataque, mais proativa. Ceni elogiou o quesito, mas afirmou que não há necessidade de pedir para o time chutar ao gol.

"Nem preciso pedir pro time chutar. O Thiago já é um jogador com essa características, basta você aproximá-lo da área. Quando o Fred entra, é mais um jogador que é fominha pra fazer gol, e isso é importante para um 9. Pedro chegando, Marquinhos, David também tentando o gol. É natural, não precisa nem pedir. O gol só sai com finalização. Temos que escolher o melhor momento. Quem me dera ter 10 anos a menos e estar em campo. Como não posso, tento ajudar do lado de fora", disse.

"Time que joga muito espaçado normalmente sofre, principalmente contra times que tocam muito a bola, envolvem o adversário, como o Santos. Se você não estiver compacto, acaba sofrendo. Independentemente do setor do campo. Não posso marcar o campo lá em cima, sendo que o Santos tem muito mais entrosamento. Tem muitos jogadores que jogam aqui há três anos, mas não o entrosamento da maneira que eu jogo. Sampaoli tem o jeito dele de jogar, gosto muito, até me espelho muito, mas hoje tivemos que marcar um pouco mais embaixo. Mas a tendência é que o time permaneça sempre compacto, independentemente do setor do campo", concluiu.

O Cruzeiro terá a semana sem jogos no meio da semana e Rogério Ceni terá tempo para conhecer mais o elenco e ainda observar as melhores opções para a formação da equipe celeste. O próximo compromisso da Raposa será no domingo(25), às 19h, contra o CSA, em Maceió, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.