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A diretoria do Cruzeiro tem perdido membros importantes nos últimos dias devido à crise que o clube está vivendo e pela pressão interna e externa para que os atuais comandantes do clube deixem a Raposa , como forma de pacificar o clube e tentar focar numa reação do time dentro de campo, evitando uma queda para a segunda divisão.

A primeira queda importante no Cruzeiro foi de Sérgio Nonato, que deixou o cargo de diretor-geral, na última sexta-feira, 4 de outubro.

Agora, o nome da vez é do vice de futebol Itair Machado , talvez o maior símbolo da gestão Wagner Pires de Sá, considerado inclusive o pivô de central de toda a crise institucional e que afetou o clube dentro das quatro linhas. 

A saída de Itair do Cruzeiro foi anunciado no fim da tarde desta quinta-feira, 10 de outubro e pode ser considerada como um marco para o clube, já que as correntes divergentes dentro da Raposa tinham consenso que o melhor era definir a retirada do vice de futebol do seu cargo. 

O Cruzeiro emitiu uma nota oficial sobre a situação, comunicando o desligamento do dirigente, que se pautou por muitas polêmicas no tempo que exerceu o cargo no time celeste, desde janeiro de 2018. O último gesto de Itair no cargo foi tentar convencer “figurões” do clube, como o presidente do conselho, Zezé Perrella, de que poderia reverter a situação atual do Cruzeiro e permanecer no cargo, o que foi prontamente rechaçado por Perrella e diversos conselheiros de oposição. 

Gestão de confrontos, acusações e investigações

O tempo de Itair no Cruzeiro foi recheado de polêmicas como embates públicos com dirigentes de clubes rivais, como os da Federação Mineira de Futebol, o que lhe custou uma punição no TJD-MG e STJD, atrito com dirigentes do Atlético-MG e até com os do Flamengo, à época da negociação do meia uruguaio para o clube carioca. 

Outro ponto que gerou discórdia na gestão de Itair Machado ao seu modo de administrar o futebol do Cruzeiro foi o alto salário que recebia do clube, criando um ambiente de muitas críticas ao clube, por remunerar o diretor com altas cifras, enquanto a instituição tentava organizar suas finanças. 

Segundo o balancete do Cruzeiro,os gastos do clube com Itair chegaram a R$ 3 milhões somente no primeiro ano de serviços prestados à Raposa. Além do bom salário, Itair conseguiu junto ao presidente Wagner Pires de Sá que o seu contrato de trabalho tivesse uma cláusula que que lhe garantia uma multa rescisória no valor de R$ 2 milhões caso fosse dispensado pelo Cruzeiro.

União com Wagner Pires de Sá

Itair se uniu à atual diretoria em 2017, quando, ao lado de Sérgio Nonato, coordenou a campanha que levou Wagner Pires de Sá à presidência do Cruzeiro. Antes mesmo de assumir o cargo de vice-presidente de futebol, ele se encarregou, no fim da gestão de Gilvan de Pinho Tavares, a conduzir negociações de jogadores e até a renovação do técnico Mano Menezes. Entre as primeiras contratações, a mais polêmica foi do atacante Fred, que deixou o Atlético-MG para acertar com a Raposa. Porém, uma cláusula no acordo com o Galo proibia Fred de assinar com o Cruzeiro, a não ser que pagasse uma multa de R$ 10 milhões. 

Itair disse na época que ajudaria o jogador nesse imbróglio, mas acabou criando um novo problema para o clube: um processo movido pelo alvinegro, cobrando na justiça a multa, O caso se arrasta desde janeiro de 2018.