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Apresidente Michele Ramalho, da Federação Paraibana de Futebol, manifestou-se nesta quinta-feira (18) a respeito de uma polêmica levantada pelo jornalista e senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) no início da semana.

É que o sempre discutido parlamentar, em entrevista à Rádio Jovem Pan, mencionou a Paraíba, citando a FPF indiretamente, como um dos estados articuladores de uma manobra que obrigaria a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a cobrar direitos de transmissão de seus campeonatos às emissoras de rádio.

O polêmico assunto ganhou visibilidade com uma recente entrevista do presidente Andrés Sanchez, do Corinthians.

Ele questionou o atual número de veículos de comunicação presentes na cobertura de jogos de futebol e fortaleceu a ideia, lembrando que já existia um projeto sobre o tema dentro da CBF.

– O tema é ridículo. Já não é a primeira vez que este assunto ganha mídia, e eu não consigo entender. Eu comecei a procurar os meus colegas senadores desde segunda-feira e já obtive 43 assinaturas. Tenho certeza de que conseguirei mais. Com essas assinaturas, formatei um requerimento para entregar ao presidente da República, com quem já marquei uma audiência, para que ele entre neste assunto. Também enviei um requerimento a Paulo Tonet, presidente da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e vice-presidente da Rede Globo, mostrando a importância do rádio, o que o rádio é para o futebol – asseverou Kajuru à Jovem Pan.

O jornalista e agora político, com veemência, defende a ideia de que a importância do rádio “é insofismável e, cada vez mais, a profissão de jornalista no rádio, do radialista, está vivendo momentos difíceis”.

Kajuru opinou ainda que não enxerga cabimento na comparação dos dirigentes de que a CBF deve agir igual à FIFA, que cobra direitos de transmissão das emissoras de rádio na Copa do Mundo.

– (…) estão morrendo de medo da CPI do Esporte e toda hora mandam recados para mim, dizendo que ‘essa CBF é diferente da outra’. Que comparação chumbrega! Querer comparar venda de direitos de transmissão de um evento que ocorre a cada quatro anos no mundo, que movimenta bilhões de dólares, com Campeonato Brasileiro. Querer cobrar Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e Estaduais com o intuito exclusivo de enriquecer ainda mais as federações em sua maioria corruptas, essas que recebem mensalinho? São elas que estão forçando a CBF para que o rádio pague direitos de transmissão – afirmou o senador.

E continuou: “Pelo que apurei, não tenho a menor dúvida: foram as federações que se juntaram e foram fazer esse pedido para o presidente da CBF (Rogério Caboclo). O vice-presidente (Francisco Novelletto) concordou na hora, e foram especialmente as federações de fora do eixo Rio-São Paulo. As federações de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará… Essas vieram inclusive a Brasília e, quando souberam do meu requerimento, tentaram convencer senadores para que eles não assinassem”.

Posicionamento da FPF

Através da assessoria de imprensa, a Federação Paraibana enviou Nota de Esclarecimento aos veículos de comunicação do estado ontem.

No documento, a presidente Michele Ramalho nega que esteve em Brasília para tratar do assunto levantado pelo senador de Goiás.

Leia a íntegra do pronunciamento da mandatária do futebol paraibano.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, vem a público esclarecer as recentes acusações do senador Jorge Kajuru, em relação a um suposto pedido por parte de federações estaduais para que a CBF passe a cobrar para que as emissoras de rádio transmitam os jogos. Em pronunciamento, o político usou o nome da Paraíba e disse que a FPF estaria junto a outras entidades, em Brasília, na tentativa de concretizar a obrigatoriedade da referida cobrança.

“As rádios são instrumentos importantíssimos na divulgação e promoção das competições estaduais e nacionais. Nunca estive em Brasília com qualquer outro presidente de Federação pleiteando algo desse tipo, pelo contrário, o rádio é um símbolo que está inteiramente ligado ao futebol. Quem nunca viu um torcedor com o seu aparelho na arquibancada, vibrando com o grito de gol? Respeito a opinião de quem é favorável a esta cobrança, mas eu não sou. Quero que o futebol seja cada vez mais difundido e as emissoras radiofônicas são importantes neste cenário. O futebol da Paraíba será ainda mais forte, se tivermos uma presença constante e plural da imprensa”.

Michelle Ramalho
Presidente da FPF-PB