Deputado critica governo federal e Judson Cabral rebate dizendo que ele é mal informado

  • igor2
  • 28/04/2009 14:29
  • Política

Os deputados Judson Cabral (PT) e Temóteo Correa (Dem) discutiram durante a sessão desta terça-feira, da Assembléia Legislativa. O debate começou quando o petista em seu discurso no plenário criticou o governo do estado apresentando números dos gastos referentes a 2007 e 2008. Em a parte, Correa rebateu o deputado, dizendo que a culpa é do governo federal que não envia recursos adequadamente.

Segundo o Democrata, as inúmeras obras em todos os estados, contando também com a duplicação da AL-101 Sul  estão andando bastante devagar por falta recursos federais. “O problema é do governo federal. Peço que vossa excelência, deputado Judson, como principal correspondente do PT, consiga que esses recursos sejam realizados de maneira rápida”, falou.

Em retruca, o petista afirmou que Temóteo estava equivocado e mal informado, uma vez que o próprio governador Téo Vilela, durante seus discursos, destaca as ações do governo Lula.

“O que será de Alagoas sem o olhar do governo Lula. O governo federal trata com muito respeito e cuidado Alagoas. Téo até chegou a dizer que se o PSDB nacional se importar mais com os elogios dele dado ao presidente é capaz de ser expulso”, disse Cabral, acrescentando que o a parte de Correa foi totalmente sem sintonia.

Números

O líder da oposição apresentou dados dos gastos dos primeiros dois anos de governo estadual em algumas áreas. Ele informou que no Gabinete Militar, Téo reduziu em 2007 de R$ 11 milhões para R$ 7 milhões, mas que no ano seguinte, o aumento duplicou, chegando aos R$ 14 milhões.

Já no Gabinete Civil, em 2007 foram gastos R$ 3.600 milhões, no ano seguinte o número cresceu para R$ 6 milhões e no ano passado para R$ 7.400. Para a saúde, o governo estadual passou de R$ 182 milhões para pouco mais de R$ 130 milhões, o que explica a falta de atenção e desigualdade na área.

Na Secretaria de Comunicação o governo aumentou de R$ 13 milhões no último ano do governo Luiz Abilio para R$ 14.250milhões em 2008. A receita da educação cresceu algo em torno de 19%, mas segundo Cabral, só ocorreu porque o governo foi obrigado a acrescentar devido ao Fundeb.

“Apesar de termos R$ 717 milhões, só gastamos R$ 580 milhões. Então, o problema não é de do governo federal, mas sim de gestão”, criticou.