Lula diz que é cedo para escolher vice de Dilma e descarta uso da doença pela oposição

  • antoniomelo
  • 29/04/2009 00:03
  • Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (28) em Manaus (AM) que é cedo para escolher o vice da possível chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para as eleições presidenciais de 2010. Dilma está tratando um linfoma --câncer nos gânglios linfáticos.

 

"Não, é cedo para escolher. Não vamos especular", disse Lula. "Primeiro temos que acertar com os partidos. Depois que acertarmos com os partidos é que vamos decidir quem é o vice, em função daquilo que ele pode agregar."

 

Lula citou ainda a formação de sua chapa com o vice José Alencar. "Eu não tenho dúvida nenhuma de que o José Alencar agregou muito na minha campanha, porque o José Alencar ajudou a quebrar um preconceito junto a um segmento social muito importante, que são os empresários e os pequenos empresários."

 

"Eu acho que é assim que a gente compõe uma chapa. Não é que as pessoas [votem] no vice, até porque não tem como votar no vice, mas as pessoas votam no presidente porque sabem que ele tem um vice competente e um vice que vai [ajudá-lo]. Se for um vice encrenqueiro, ninguém vota, mas se for um vice que ajuda, as pessoas votam."

 

Lula descartou também a possibilidade da oposição usar a doença da Dilma contra a candidatura dela. "Eu não sei como alguém pode explorar um problema de saúde, eu não sei como. Sobretudo no caso de uma pessoa jovem como a Dilma."

 

Ele também rejeitou a hipótese levantada por alguns políticos de que Dilma sairia fortalecida, já que a doença suavizaria sua imagem. "Não posso imaginar como alguém sai fortalecido por dizer que tem câncer. Só desejo a sua recuperação. Certamente ela não tem nada mais. Agora é só tratamento preventivo."

 

Lula elogiou ainda a disposição de Dilma, que mantém sua agenda de trabalho apesar da doença. "A Dilma já tirou o câncer que ela tinha. Ela agora tem que fazer o tratamento de quimioterapia, que é uma coisa preventiva, que é feito em outras pessoas. O que eu acho admirável é a coragem de comunicar à imprensa, não ficar escondendo."